Politica

Assunção Cristas diz que “esquerdas obstaculizaram o inquérito parlamentar à CGD”

“Queremos toda a verdade, doa a quem doer”

A presidente do CDS-PP acusou durante esta terça-feira “as esquerdas de terem obstaculizado o inquérito parlamentar à Caixa Geral de Depósitos (CGD). Segundo Assunção Cristas, o inquérito está agora ser discutido publicamente "mas apenas quase dois anos depois" de o CDS "levantar essa questão". 

Assunção Cristas falava no encerramento das Jornadas Parlamentares do CDS/PP, que decorreram, em Braga, desde segunda-feira, lamentando que “tenham sido sonegadas aos deputados na comissão de inquérito quem eram os grandes devedores da Caixa Geral de Depósitos e outros aspetos que são fundamentais", acrescentando ainda que agora "toda a gente tem pormenores menos quem deveria".  

“Não vamos desistir de descobrir toda a verdade, doa a quem doer, porque apesar de terem passado quase dois anos, nunca é tarde para se descobrir a verdade”, diz Assunção Cristas, mostrando-se “perplexa quando se fala agora numa nova comissão de inquérito à CGD”.

Acerca da questão da segurança, um dos principais temas das jornadas parlamentares dos centristas, a presidente do CDS resumiu a atual política governamental “numa absoluta falta de capacidade para lidar com as questões da soberania nacional, que são as tarefas nucleares de qualquer estado”, criticando a postura governamental perante “as polícias”.

Para os próximos seis meses de atividade parlamentar, Assunção Cristas recordou que em breve irá propor uma nova lei de Bases da Saúde e “obrigar os outros partidos a discutirem a justiça para que digam finalmente aquilo que entender ser o modelo de sistema judicial”.

Assunção Cristas criticou a “asfixia fiscal promovida por este Governo”, em que “se tem de andar a trabalhar durante meio ano para se pagar os impostos de um ano de trabalho”.

No seu discurso, a líder do CDS afirmou “ser otimista” e apontou os jovens como sendo os que mais terão a ganhar “no futuro" cajo escolham a "alternativa" do CDS-PP.

“Temos de alterar as coisas profundamente se quisermos mesmo sair da cepa torta” disse, deixando ainda uma mensagem de “confiança no futuro” , “assente no crescimento económico”.