Desporto

Qatar, do português Ró-Ró, vence Taça Asiática

Um português na seleção qatari, que, esta sexta-feira, fez história após a conquista inédita da Taça Asiática. Pedro Correira, ou Ró-Ró, e companhia bateram, na final, o Japão (3-1), favoritos ao troféu e recordistas da prova com quatro títulos.

O Qatar surpreendeu tudo e todos esta sexta-feira ao contrariar o favoritismo do Japão e ao conquistar a sua primeira Taça Asiática da história. A seleção qatari venceu na final o conjunto nipónico, recordista da prova com quatro títulos (2011, 2004, 2000 e 1992), por 3-1. A três anos de receber o Mundial, o Qatar volta a dar que falar pelas melhores razões. Entre o plantel que alcançou o feito inédito há um português. 

Pedro Miguel Correia, mais conhecido por Ró-Ró, naturalizado pelo Qatar, atuou os 90 minutos na vitória sobre o Japão na final de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

O defesa central de 28 anos nasceu em Mem Martins e fez parte da formação no Farense. Em 2009, Ró-Ró chegou à equipa principal algarvia, em que esteve durante um ano. Entretanto, transferiu-se para o Mineiro Aljustrelense, onde esteve cerca de meio ano.

Em janeiro de 2011 mudou-se de malas e bagagens para o Qatar, para integrar o Al Ahli, onde permaneceu durante cinco anos, até transferir-se para o Al Sadd, onde atua atualmente.

Refira-se que o triunfo histórico de Qatar é feito após um registo 100% vitorioso na prova: sete jogos, sete triunfos.

O Qatar terminou a fase de grupos com 9 pontos, após vencer todos os adversários do agrupamento (Arábia Saudita, Líbano e Coreia do Norte).

Nos oitavos-de-final, a seleção qatari deixou pelo caminho o Iraque (1-0) e, já nos ‘quartos, eliminou a República da Coreia, também pela margem mínima.

Já na meia-final, Pedro Ró-Ró Correia e companhia golearam a seleção anfitriã, os Emirados Árabes Unidos, por 4-0. 

Com o triunfo, o Qatar inscreve o seu nome na lista de vencedores da prova. Além do Qatar, Iraque, Kuwait, Austrália e Israel conquistaram a prova por uma vez. Já a Coreia do Sul é a única seleção a levantar o troféu por duas vezes. Segue-se o Irão e a Arábia Saudita, com três vitórias para cada. 

E, no topo, isolado, com quatro títulos, o já mencionado recordista da prova, o Japão.

Portugueses eliminados
Pelo caminho ficaram os portugueses Carlos Queiroz e Paulo Bento, selecionadores do Irão e da Coreia do Sul, respetivamente. Queiroz levou a formação iraniana até à meia-final, e despediu-se do projeto após a eliminação diante dos japoneses. «Acho que a coisa mais simples que posso fazer é copiar aquela velha música: ‘and now, the end is here [e agora, o fim está aqui]’. Estou feliz e orgulhoso por poder dizer que fiz as coisas à minha maneira», disse, citando uma canção de Frank Sinatra. 

Desde 2011 no Irão, Queiroz embarca agora um novo desafio, desta feita à frente da seleção colombiana de futebol.
Ainda antes, nos quartos-de-final, tinha sido a vez dos comandados de Paulo Bento despedirem-se da competição, num jogo em que foram derrotados pela seleção de Ró-Ró e companhia.