Sociedade

Proença de Carvalho. "É lamentável a tentativa que o referido senhor faz de instrumentalizar o Ministério Público"

Esta sexta-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a abertura de um inquérito autónomo que serve para investigar a alegada participação do advogado Proença de Carvalho e do presidente do BPA Angola e Europa, Carlos Silva, no caso de corrupção que envolve Orlando Figueira 

Daniel Proença de Carvalho considerou esta sexta-feira que a participação contra si feita pelo ex-procurador Orlando Figueira, condenado na Operação Fizz, é uma tentativa de instrumentalização do Ministério Público e uma “denúncia caluniosa”.

Esta sexta-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a abertura de um inquérito autónomo que serve para investigar a alegada participação do advogado Proença de Carvalho e do presidente do BPA Angola e Europa, Carlos Silva, no caso de corrupção que envolve Orlando Figueira e o ex-vice-presidente de angolano, Manuel Vicente.

O inquérito foi desencadeado por um requerimento do procurador Orlando Figueira ao qual o programa Sexta às 9 da RTP teve acesso e, segundo a mesma estação televisiva, o requerimento está assinado por Orlando Figueira e entrou na PGR há mais de um mês.

"É lamentável a tentativa que o referido senhor faz de instrumentalizar o Ministério Público, através da apresentação de uma denúncia caluniosa, com o objetivo manifesto de atingir o bom nome de pessoas que nenhuma relação têm com os crimes praticados por Orlando Figueira", escreveu Proença de Carvalho num comunicado citado pela agência Lusa.

Acerca das acusações de Orlando Figueira durante o julgamento, Proença de Carvalho refere que "tais mentiras foram expostas e desmascaradas, uma a uma, pelo Tribunal Coletivo [de julgamento]", acrescentando que, enquanto testemunha, prestou os esclarecimentos pedidos e os juízes consideraram o seu depoimento "credível".

Segundo a mesma nota, para o advogado, Orlando Figueira revela um "comportamento próprio de um mentiroso compulsivo" e "a insistência nas mentiras (...) só pode ser vista à luz de uma obsessão doentia ou uma estratégia processual".

Recorde-se que em junho do ano passado o SOL já tinha noticiado que Carlos Silva e Daniel Proença de Carvalho se encontravam na mira do Ministério Público.