Economia

Huawei. Nos e Vodafone sublinham alternativas. Meo vai manter ligação

Huawei é suspeita de espionagem. A UE tem a empresa chinesa na mira por questões de segurança

As portas têm-se fechado para a Huawei. A China e os EUA envolveram-se numa guerra comercial que já fez correr muita tinta e que se agravou com a detenção da diretora financeira da empresa chinesa a pedido dos EUA. O conflito levantou várias questões relacionadas com a segurança nacional e já são vários os países que tomaram medidas em relação à multinacional de telecomunicações. A Huawei é alvo de suspeitas de espionagem para o governo chinês.

Reino Unido, Japão, Austrália e Nova Zelândia decidiram afastar a Huawei das infraestruturas de telecomunicações dos respetivos países. A polémica chegou recentemente à Polónia e cada vez envolve mais países.

Em Portugal, as operadoras dizem-se atentas e não excluem tomar medidas. Ao “Jornal de Negócios”, as operadoras Nos e Vodafone referem que trabalham com alternativas. Já para a Altice, que controla a Meo, as parcerias que tem com a empresa chinesa são para manter.

A verdade é que, apesar de a União Europeia se mostrar cada vez mais “preocupada” com a Huawei e de a ter colocado na mira por questões de segurança, Portugal aproveitou a vinda do presidente chinês, Xi Jinping, para que fosse assinado um acordo entre a Altice e a Huawei. Em questão está o desenvolvimento da tecnologia de quinta geração (5G) em Portugal, país onde, de acordo com os dados da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), a empresa já investiu 40 milhões de euros desde 2004.

Importa referir que o desenvolvimento da rede 5G servirá para conectar, por exemplo, carros autónomos, fábricas e equipamento médico, entre outros. E é por ter este papel tão importante – que será ainda maior num futuro não muito distante – que muitos países começaram a considerar as redes de telecomunicações como ativos estratégicos para a segurança.