Politica

Europeias. Rio promete não aproveitar as eleições para fazer limpeza

Presidente do PSD diz que lista de candidatos às eleições que decorrem a 26 de maio será apresentada este mês

Afastando desde logo a ideia de limpeza das listas de candidatos às europeias, o presidente do PSD avisa que os candidatos a eurodeputados terão de ter “conhecimento e gosto pela Europa”. A lista será apresentada este mês. 

Rui Rio frisa ainda que tem a intenção de continuar a contar com Carlos Moedas, que vai deixar o cargo de comissário europeu. “Se olharmos para os últimos anos do PSD, Carlos Moedas é das poucas pessoas que realmente sobressaiu. Tendo nós, partidos e PSD, tanta dificuldade de quadros, seria um disparate dizer ‘saiu de comissário, vá lá a vida dele’. Só se eu fosse maluco”, disse ontem Rui Rio, segundo a Lusa, durante um almoço promovido em parceria entre a Associação 25 de Abril e a revista “Ânimo”. 

Ainda em tom de elogio, o presidente do PSD considera que a articulação entre Carlos Moedas e os eurodeputados do partido foi a “melhor de sempre”. 

Rio aproveitou ainda o encontro para traçar o perfil dos candidatos que pretende para a lista do PSD, que será apresentada ainda este mês. “Têm que ser pessoas com conhecimento e gosto pela Europa e alguma experiência. Nunca é de bom tom pegar na lista e limpar tudo, devo ser seletivo entre aqueles que são melhores, é sempre um conceito subjetivo, mas tem de ser assim”, referiu o presidente do PSD, de acordo com a Lusa.

Uma das áreas que o líder social-democrata quer reforçar entre os candidatos é a agricultura. Isto porque Rio considera que a pasta assegurada por Sofia Ribeiro, indicada pelos Açores, está em défice na atual equipa de eurodeputados.

De acordo com a lei da paridade entre os primeiros nove lugares da lista deverão constar três mulheres. O presidente do PSD diz ainda que a lista deverá contar com algum equilíbrio “de ordem regional” e até etário. 

Tancos O assalto a Tancos foi outro dos assuntos que fez parte da intervenção de Rio durante o almoço, que se estendeu por mais de duas horas. 

O presidente do PSD repetiu que viu o assalto como “uma questão grave” da falha de segurança do país. “O expoente máximo da segurança nacional, as Forças Armadas, elas próprias são assaltadas através de uma rede como se fosse um galinheiro, e depois quem roubou foi esconder as munições em casa da avó”, disse o líder social democrata, segundo a Lusa, provocando risos na assistência.   

Já o presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, insiste na sua tese de que “não houve nenhum assalto” em Tancos. Para o coronel houve, sim, um desvio de material combinado e “quem simulou a recuperação do material foi a mesma pessoa que engendrou o desaparecimento”, defende. E Vasco Lourenço acredita que o assalto a Tancos “foi uma ação política” que se serviu “de alguns militares de extrema-direita, que quiseram atacar o governo e a solução política” para criar “uma situação concreta”.

Banco público Sobre a Caixa Geral de Depósitos, Rio diz que é contra a privatização do banco do Estado, deixando a garantia de que, se for primeiro-ministro, nunca proporá a passagem da CGD para o setor privado acima dos 51%. “Se eu entendo que deve ser privatizada? Entendo que não. Se admito que a Caixa possa lá ter alguma participação minoritária de capital privado? É um tema a debater”, disse o presidente dos sociais-democratas, segundo a Lusa.