Internacional

Catalunha. Quem são os independentistas que se sentam no banco dos réus?

Arrancou esta terça-feira o julgamento de 12 dirigentes

Os 12 dirigentes acusados de estarem envolvidos na tentativa de separação da Catalunha em 2017 começaram esta terça-feira a ser julgados.
Em causa estão os crimes de rebelião, sedição, desvio de fundos e desobediência. O julgamento deverá demorar três meses e a sentença será conhecida antes das férias judiciais. O Ministério Público pediu penas de 25 anos de prisão.

Recorde-se que Carles Puigdemont fugiu para a Bélgica para que Espanha não o conseguisse julgar por este tipo de crimes. Nove dos arguidos estão detidos há mais de um ano.

Veja aqui quem são as 12 pessoas que se sentam no banco dos réus:

Oriol Junqueras, ex-vice-presidente da Generalitat: é acusado de rebelião e utilização abusiva de fundos públicos.

Jordi Turull, ex-porta-voz e ex-conselheiro da presidência da Generalitat: foi uma das pessoas que mais defendeu o referendo. É acusado de rebelião e utilização abusiva de fundos públicos.

Joaquim Forn, ex-ministro do Interior: é acusado de ter continuado a impulsionar um referendo ilegal. É acusado de rebelião e utilização abusiva de fundos públicos.

Raül Romeva, ex-ministro das Relações Exteriores: o MP diz que terá usado o seu antigo cargo para conseguir o reocnhecimento da Catalunha independente perante outros países. Além disso, é acusado de ter contratado observadores internacionais que legitimaram o referendo. É acusado de rebelião e utilização abusiva de fundos públicos.

Dolors Bassa, ex-ministra do Trabalho e Assuntos Sociais: é suspeita de ter permitido a utilização dos seus departamentos para apoiar a impressão dos boletins de voto, para organizar o recenseamento e de arranjar pessoas para as mesas de voto. É acusada de rebelião e utilização abusiva de fundos públicos.

Josep Rull, ex-ministro de Território e Sustentabilidade: além de ser suspeito de ter participado em reuniões onde o referendo foi pensado, terá apelado à participação do mesmo. É acusado de rebelião e utilização abusiva de fundos públicos.

Jordi Sánchez, presidente da organização Assembleia Nacional Catalã: é acusado de ter participado na mobilização popular de setembro de 2017 contra a ação policial da Guardia Civil para notificar e deter alguns membros da Generalitat. É suspeito de sedição e rebelião.

Jordi Cuixart, presidente da associação Òmnium Cultural: tal como Sánchez, é acusado de ter participado na mobilização popular. É suspeito de sedição e rebelião.

Carme Forcadell, ex-presidente do parlamento: enquanto presidente da Assembleia Nacional da Catalunha, é acusada de ter tido um papel importante no referendo e de ter colocado o parlamento ao serviço deste, com a aprovação de legislação à revelia do Tribunal Constitucional. É acusada de rebelião.

Santi Vila, ex-ministro das Empresas e do Conhecimento: como membro da Generalitat, assinou o decreto do referendo. Por isso, é acusado de usar fundos públicos para a realização do mesmo e de desobediência.

Meritxell Borràs, ex-ministra da Governação: tal como Santi Vila, está acusado de uso de fundos públicos e de desobediência por ter assinado o decreto do referendo.

Carles Mundó, ex-ministro da Justiça: é acusado de ter assinado o decreto que promoveu o referendo. É suspeito de utilização abusiva de fundos públicos e de desobediência.