Sociedade

‘Novas’ gravuras rupestres descobertas em Portugal

Arte rupestre poderá ter entre três a quatro mil anos

Um conjunto de rochas com gravuras rupestres foi descoberto na Serra da Gardunha, no Fundão. Uma primeira análise indica que serão do período entre o Calcolítico e a Idade do Bronze, segundo o arqueólogo Martinho Batista.

"Das imagens que visualizei concluo claramente que são motivos pré-históricos. Uma dessas rochas tem arte rupestre do tipo esquemático simbólico, ou seja, são círculos concêntricos, aquilo que nós chamamos de 'arte atlântica'", disse, esta quinta-feira, à agência Lusa o especialista e antigo diretor do Parque Arqueológico do Vale do Côa.

António Martinho Batista só irá ao local em março ou abril, pelo que ainda não teve oportunidade de ver as gravuras ao vivo, mas as imagens que um habitante do Fundão lhe fez chegar não lhe suscitam dúvidas: as gravuras em causa são "pré-história recente". "Merecem ser estudadas, valorizadas e defendidas", afirmou.

O especialista acredita que estas gravuras estarão "entre o Calcolítico e a Idade do Bronze, pelo que poderão ter entre três a quatro mil anos".

O Jornal do Fundão revelou, na edição desta quinta-feira, que as gravuras foram descobertas recentemente por um sapador florestal da Pinus Verde.

Francisco Martins efetuava trabalhos de desmatação, nas proximidades da Casa do Guarda, em Alcongosta, concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco, e a singularidade dos desenhos chamou-lhe a atenção, levando-o a partilhar a descoberta com dois habitantes do fundão que têm interesse nesta área e que pediram uma análise a António Martinho Batista.