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Estudo diz que privação de sono dos pais pode durar até seis anos após nascimento do primeiro filho

A investigação, que foi elaborada na Alemanha, contou com a participação de 2541 mulheres e 2118 homens

Os pais podem sofrer de privação do sono até seis anos após o nascimento do primeiro filho. A conclusão é de um estudo, levado a cabo pela universidade britânica de Warwick e publicado pela revista científica “Sleep”, e que vem deitar por terra todas aquelas teorias de que os filhos perturbam o sono dos pais apenas nos primeiros meses de vida.

A investigação, que foi elaborada na Alemanha, contou com a participação de 2541 mulheres e 2118 homens. 

Entre 2015 e 2018, os investigadores entrevistaram os participantes e questionaram a qualidade e quantidade do seu sono após o nascimento do primeiro, segundo e terceiro filho. As conclusões acabaram por mostrar efeitos negativos no sono a maior prazo do que o esperado.

“Não esperávamos este resultado, mas acreditamos que há muitas mudanças nas responsabilidades que se tem”, disse Sakari Lemola, um dos cinco coautores do estudo, citado pelo ‘The Guardian’.

Além das preocupações mais básicas quando nasce um filho - como acordar muitas vezes durante a noite e a alimentação com especial atenção - quando estes começam a crescer surgem também outras preocupações: doenças, pesadelos, noites mal dormidas, medo do escuro, etc.

O estudo conclui então que, com o nascimento do primeiro filho, estes efeitos negativos podem durar até depois dos quatro a seis anos do nascimento da criança, sobretudo nas mulheres. No caso dos segundos e terceiros filhos, estas perturbações no sono também acontecem, mas por menos tempo.

De acordo com a investigação, as mulheres mais afetadas perdem mais de uma hora de sono por noite nos primeiros meses de vida do primeiro filho. No primeiro ano da criança, o tempo reduz para quarenta minutos. No entanto, os investigadores garantem que podem ser necessários anos para restabelecer um padrão normal de sono.