Internacional

Estado Islâmico. Desesperados, jihadistas tentam atrasar derrota

Os terroristas fizeram atentados suicidas e usaram carros armadilhados para atrasar avanço rebelde

Foi com carros armadilhados e ataques suicidas contra as Forças Democráticas da Síria que o Estado Islâmico tentou resistir ao avanço das forças apoiadas pelos Estados Unidos contra o seu último bastião, a cidade de Baghouz, na Síria. As Forças Democráticas da Síria consideram a batalha pela cidade como “decisiva”. A progressão tem sido lenta por os combatentes terem de ultrapassar campos de minas no deserto e protegerem-se de ataques na retaguarda - os jihadistas usam túneis para fazerem emboscadas atrás da primeira linha de avanço. 

“Os combatentes do Estado Islâmico têm usado coletes suicidas e carros armadilhados para atrasar a ofensiva”, disse o coronel Sean Ryan, à agência de notícias Reuters. 

Na semana passada, as forças apoiadas por Washington tiveram de travar o avanço por milhares de civis continuarem na cidade e nas suas proximidades até serem deslocados - os jihadistas têm o hábito de usar civis como escudos humanos. Na sexta-feira, os militares voltaram a avançar no terreno. 

“Esperamos chegar lá [à cidade] em breve”, disse Mustafa Bali, porta-voz das forças Democráticas da Síria, à Reuters. Todavia, um porta-voz da coligação internacional que apoia os rebeldes sírios no terreno disse à Reuters ser demasiado cedo para se poder avaliar o progresso das forças no terreno por se viver “uma situação complicada com muitas variáveis”. 

As contradições entre quem está no terreno e os líderes da coligação internacional, como o presidente norte-americano, Donald Trump, são inúmeras. E esta semana aconteceu mais uma. O comandante em chefe das Forças Democráticas da Síria, Mazloum Kobani, garantiu declarar vitória até ao final da semana, mas acabou por ser contradito por Trump. “Vamos anunciar daqui a uma semana a completa vitória contra o Estado Islâmico”, disse Kobani num vídeo divulgado online. 

No entanto, Trump garantiu que as mesmas forças já tinham conquistado 100% do território do Estado Islâmico, que em 2014 se declarou califado.