Sociedade

Famalicão quer todas as suas escolas aquecidas a biomassa

A Escola de Requião, em Vila Nova de Famalicão, é a próxima a avançar para um sistema energético de aquecimento a pellets, depois da experiência piloto na Escola de Mouquim, pretendendo o autarca famalicense, a curto e/ou médio prazo, colocar todas as escolas daquele concelho do distrito de Braga com aquecimento através de energia em biomassa.

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O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, à margem da sua participação no Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS), a decorrer em Braga, desde terça-feira, que prossegue hoje e terá a continuidade quinta-feira.

Paulo Cunha destacou no fórum que “o projeto tem dado excelentes resultados na Escola de Mouquim”, dizendo que “tal escola foi a primeira a receber este projeto e já representa uma poupança na ordem dos milhares de euros”.

O sistema funciona usando pellets produzidos a partir do material vegetal resultante da limpeza de terrenos e matas do concelho e o projeto piloto Escola Circular resulta de um protocolo entre o município e uma empresa da região que se compromete a entregar uma tonelada de paletes, por cada 12,5 toneladas de resíduos fornecidos pela Câmara de Vila Nova de Famalicão”, recordou o autarca social-democrata.

O único custo deste novo método de aquecimento é o valor da caldeira, que ronda os quatro mil euros, sendo que a poupança anual chega aos seis mil euros, revelou Paulo Cunha, preconizando ainda soluções inteligentes, mas numa escala regional.

Desta forma Paulo Cunha dá corpo a uma ideia que defendeu no FICIS, a de “colocar os cidadãos no centro das soluções das cidades inteligentes”, sendo mesmo para o autarca famalicense, “fator chave para o futuro de uma cidade equilibrada, sustentável e smart”.

“Dou o exemplo com a mobilidade urbana, em que gostava de ter os transportes públicos como há no Porto e em Lisboa, mas não tenho, pois é impensável colocar um transporte público a passar de dez em dez minutos, numa rua de Famalicão, mas posso apostar no aproveitamento de recursos através de soluções dedicadas, por exemplo, se há dez pessoas que precisam de ir uma consulta no centro da cidade, aproveito um recurso local numa freguesia o IPSS para fazer esse transporte”, exemplificou Paulo Cunha.

“Não estou a defender a união de concelhos, pois sou contra, mas sim a de integrar um território e pensarmos como uma cidade que tem mais de 600 mil habitantes, transformar o quadrilátero urbano composto por Famalicão, Braga, Guimarães e Barcelos numa smart city, com ideias e projetos integrados, em que a bilhética única de transportes para esta região seria um dos projetos”, apontou Paulo Cunha.