Sociedade

Tribunal dá guarda provisória do filho de Rosa Grilo à tia paterna

Tribunal de Vila Franca de Xira entregou esta quarta-feira à tia paterna, Júlia Grilo, a custódia provisória do menor. 

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Rosa Grilo voltou a ser ouvida esta quarta-feira na segunda audiência para definir a custódia do filho de 13 anos. O tribunal de Vila Franca de Xira decidiu que o filho de Rosa Grilo e Luís Grilo – triatleta morto em julho do ano passado – fica com a tia paterna. 

A medida foi conhecida depois da saída da viúva do tribunal para regressar à prisão de Tires, onde está em prisão preventiva desde setembro do ano passado.  A decisão do tribunal seguiu a linha do Ministério Público, que tinha pedido que a irmã de Luís Grilo ficasse com a guarda do menor. 

Na primeira audiência – que decorreu em fevereiro – a criança terá dito no Tribunal de Família e Menores que queria ficar com a tia paterna, com quem ficou, aliás, enquanto a decisão não foi tomada. No entanto, Rosa Grilo pediu sempre que a guarda fosse entregue aos avós paternos. 

Durante a audiência de ontem foram também ouvidos a psicóloga e o pedopsiquiatra que acompanham a criança menor. 
Rosa Grilo e o amante, António Joaquim, foram acusados  na semana passada pelo Ministério Público pelo homicídio do triatleta e o caso será julgado por um tribunal de júri. 

“O Ministério Público requereu o julgamento, em tribunal coletivo, com júri, contra dois arguidos, pela prática, em coautoria, de crimes de homicídio agravado, profanação de cadáver e detenção de arma proibida”, revelou a semana passada a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, numa nota publicada no site oficial.

A investigação dirigida pela Polícia Judiciária reuniu fortes indícios para provar que o crime foi planeado, tendo sido combinados todos os pormenores do homicídio. Segundo a mesma nota, a mulher da vítima e o seu amante terão “combinado e planeado tirar a vida àquele, mediante o uso de arma de fogo, o que fizeram entre o fim do dia 15 de julho do ano passado e o dia seguinte, “no interior da residência do casal”.

“Por forma de ocultar o sucedido, ambos os arguidos transportaram o cadáver da vítima para um caminho de terra batida, distante da residência, onde o abandonaram”, revelava ainda o comunicado.

Luís Grilo desapareceu no dia 16 de julho de 2018, mas os procuradores que dirigiram a investigação acreditam que o triatleta foi morto no dia anterior na casa onde Rosa Grilo vivia com o triatleta e o filho. O Ministério Público atribuiu a António Joaquim a autoria do disparo que matou Luís Grilo e tudo terá acontecido no momento em que o triatleta dormia.

Posteriormente, os dois amantes levaram o cadáver para um caminho de terra batida no Alentejo, sendo ali abandonado. O corpo de Luís Grilo foi encontrado mais de um mês depois, a 130 quilómetros de casa e já em avançado estado de decomposição.