Sociedade

Creche da Igreja de Almada investigada por caso de abuso sexual de menor

O caso está a ser investigado pelo Ministério Público desde janeiro

Decorre no Ministério Público, desde janeiro, uma investigação sobre um crime de alegado abuso sexual, que terá acontecido numa creche da Igreja Católica, no concelho de Almada, segundo avança o Observador.

O caso foi comunicado à PSP pela mãe da vítima, uma criança de cinco anos, que até agora não foi notificada para prestar qualquer esclarecimento. No entanto, uma informação entregue recentemente ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Almada pelo bispo de Setúbal poderá acelerar o caso.

De acordo com essa informação, a mãe da vítima acusa o padre responsável pelo centro paroquial que gere a creche onde terá ocorrido o crime.

Os pais da vítima levaram a criança ao hospital Garcia da Orta em meados de janeiro, depois de verificarem na criança um lesão que acharam suspeita. Ao mesmo jornal, fonte do hospital afirmou que não se iria pronunciar “sobre nenhum caso concreto” sem um “pedido formal dos pais nesse sentido”, mas assegurou “que o registo clínico foi atento e minucioso e que a orientação comunicada aos pais seguiu as propostas do Instituto de Medicina Legal de Lisboa, consultado no contexto deste episódio”.

Já a família alega que não recebeu orientações sobre como deveria proceder perante a situação e, por esse motivo, a mãe dirigiu-se à creche para pedir explicações.

Depois de apresentar queixa à PSP, e com a ajuda da Proteção de Menores, a criança foi mudada de escola. “Falei com a coordenadora e com a professora. A professora começou a chorar, porque sabe que o meu filho é uma criança que não mente. Mas disseram-me para não fazer nada. Acabei por tirar o meu filho da creche e, até hoje, ninguém me disse nada”, contou a mãe da criança ao Observador.

Através da descrição dada pela vítima, a mãe concluiu que o alegado agressor poderia ser o padre responsável pela creche, tendo apresentado queixa. Na diocese de Setúbal ainda não foi aberto nenhum inquérito.