Internacional

Sri Lanka. Carrinha explode perto de igreja

A carrinha tinha três engenhos explosivos no seu interior. Polícia estava a tentar desarmá-los quando explodiram

O Sri Lanka foi hoje palco de mais uma explosão. Uma carrinha explodiu nas proximidades da igreja de Saint Anthony, em Colombo. A Igreja foi um dos alvos das sete explosões de ontem, que ainda não fioram reivindicadas por nenhuma organização terrorista. 

A polícia estava a tentar desarmadilhar os explosivos no interior da carrinha quando esta explodiu, segundo o jornal britânico "Independent". Várias pessoas alertaram a polícia sobre a carrinha, estacionada desde ontem. As autoridades descobriram três bombas no seu interior. 

Além da explosão, as autoridades do Sri Lanka encontraram 87 detonadores na principal estação de autocarros de Colombo, a capital do país. A polícia está a levar a cabo uma mega operação anti-terrorista para encontrar os responsáveis pelo atentado que já vitimou quase 300 pessoas e feriu outras 500. 

Entre as vítimas mortais encontra-se um português, Rui Lucas, de Viseu. Estava em lua-de-mel com a mulher quando o hotel em que se encontrava foi vítima de um atentado terrorista. 

Um porta-voz do governo, Rajitha Senaratne, já avançou que tudo indica que a organização terrorista jihadista National Thowheed Jamath estará por detrás dos atentados. As autoridades já detiveram para interrogatório 24 pessoas, com três polícias a perderem a vida durante uma rusga à casa de um dos suspeitos. 

"Não acreditamos que estes ataques tenham sido levados a cabo por um grupo de pessoas limitado ao país", disse um porta-voz do governo, Rajitha Senaratne. "Houve uma rede internacional sem a qual estes ataques não poderiam ter acontecido", acrescentou. 

As autoridades do Sri Lanka já pediram ajuda internacional para localizar e deter os responsáveis pelos atentados. "Os relatórios das agências de informações indicam que organizações terroristas estrangeiras estão por detrás dos terroristas locais. Assim, o presidente vai pedir ajuda a outros países", garantiu o gabinete do chefe de Estado, Maithripala Sirisena.