Economia

EDP. Novo contrato nos EUA para venda e armazenamento de energia solar

Com este acordo, a elétrica portuguesa já atingiu 45% da capacidade global que apresentou no plano estratégico a levar a cabo até 2022.

A EDP fechou um acordo nos Estados Unidos para contratar a venda e armazenamento de energia solar por 20 anos, a partir de um projeto renovável na Califórnia que vai arrancar em 2022. Trata-se da estreia da empresa portuguesa neste segmento. “O projeto Sonrisa Solar Park está localizado no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, e será o primeiro projeto renovável de larga escala com armazenamento da EDP”, afirmou ontem a elétrica em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O acordo da EDP - Energias de Portugal, concretizado através da sua subsidiária EDP Renewables North America LLC, detida em 82,6% pela EDP, visa a aquisição de energia a 20 anos com a East Bay Community Energy para a venda de 100 megawatts (MW) de energia solar e 30 MW de armazenamento de energia relativos ao Sonrisa Solar Park.

De acordo com empresa, a combinação de energia solar com sistema de armazenamento de energia foi projetada para “aumentar a eficiência e para obter maior equilíbrio” no fornecimento de energia, corrigindo dessa forma, alguns eventuais desequilíbrios.

Plano a passo acelerado

Somando este contrato aos que já foram fechados entretanto nos Estados Unidos, a empresa liderada por António Mexia já garantiu cerca de 1,7 gigawatts de contratos de aquisição de energia neste território para projetos a serem instalados até 2022. Feitas as contas, a elétrica já atingiu 45% da capacidade global a que se propôs no respetivo plano estratégico para o período entre 2019 e 2022, apresentando em março deste ano.

Nessa altura, o CEO da elétrica revelava que “a companhia é única e está preparada para a mudança energética”, reconhecendo que “foi preciso ajustar o foco”. Para isso, defendeu a redução da exposição em determinadas áreas e um plano de venda de ativos. Só em Portugal e em Espanha, a empresa pretende encaixar mais de dois mil milhões de euros, nos próximos quatro anos, com a alienação de ativos em regime de mercado e centrais térmicas. 

A par desta venda, a elétrica prepara-se para acelerar o modelo de rotação de ativos, estratégia que tem vindo a concretizar nos últimos anos e que irá permitir um encaixe de quatro mil milhões de euros.

O que está em cima da mesa? A EDP prevê uma geração de recursos financeiros de 12 mil milhões de euros nos próximos quatro anos, ou seja, 2,9 mil milhões de euros por ano, dos quais sete mil milhões serão canalizados para novos investimentos. 

Cerca de 75% do investimento previsto será em energias renováveis, sendo os Estados Unidos o principal destino (40%), seguidos pela Europa (35%) e o Brasil (25%). Ao mesmo tempo, a elétrica acredita que irá distribuir três mil milhões de euros em dividendos e usar cerca de dois mil milhões de euros para baixar a dívida até 2022.