Internacional

“Matei a minha irmã para que a minha mãe sofresse”

Horas depois de ter matado a irmã, Ella, de quatro anos, Bennett explicou que tinha tido alucinações e visto a criança rir “de forma maníaca”. 

Charity Lee, hoje com 44 anos, recebeu uma visita inesperada quando estava a trabalhar como empregada de mesa, no dia 5 de fevereiro de 2007, num estabelecimento da cadeia de restaurantes Buffalo Wild Wings, no Texas. As autoridades disseram-lhe que a filha, Ella, de quatro anos, “tinha sido magoada” e perguntou imediatamente pelo filho Paris Bennett, de 13.

“Não pode ir ter com a sua filha... Ela morreu” – esta foi a resposta das autoridades texanas que deixou Lee assoberbada. A verdade é que pelas 22h da véspera do crime, Bennett persuadiu a babysitter a ir embora, alegando que tomaria conta da irmã mais nova. O adolescente agrediu, asfixiou e esfaqueou 17 vezes a pequena Ella enquanto esta dormia. Nos seis minutos que se seguiram ao homicídio, conversou com um colega de turma via telefónica. Dois minutos após o fim da chamada, contactou as autoridades e confessou os factos criminosos.

“Ele fingiu que tinha tentado reanimado a irmã, mas tudo não passou de uma mentira” afirmou Lee ao The Sun, mãe do homem que, aos 25 anos, ainda terá de cumprir mais 28 de prisão – a pena máxima para um crime cometido por jovens, no estado do Texas. “Perdoei-o por aquilo que fez, mas se ele fosse libertado, teria medo” avançou a mãe do homicida norte-americano.

“Matei a minha irmã para que a minha mãe sofresse” - horas depois de ter matado a irmã, Bennett explicou que tinha tido alucinações e visto Ella a rir “de forma maníaca”. No entanto, acabou por admitir que acordou, naquela manhã, com “vontade de matar alguém” e terminou com a vida de Ella por um motivo peculiar: queria que Lee sofresse e fosse castigada.

Agora, o jornalista britânico Piers Morgan voou até aos EUA para entrevistar aquele que é considerado um psicopata por psicólogos e psiquiatras. “Um jovem aterrorizador. Um crime aterrorizador. Um dilema aterrorizador de uma mãe” escreveu o antigo editor dos jornais News Of The World e Daily Mirror na sua conta official do Twitter.

“Porque decidiste dar esta entrevista?” perguntou Morgan, obtendo como resposta “para que as pessoas entendam que não sou um monstro ou um vilão”. Questionado acerca da racionalização dos atos que cometeu, Bennett disse que não consegue esclarecer "facilmente tudo" e que entende que as “pessoas queiram respostas fáceis”.

Com um QI de 141, Bennett pode ser qualificado como um génio, pois menos de um quarto da população mundial possui este nível de inteligência. O assassino adiantou, durante a entrevista, que ama profundamente a irmã.

O documentário Psycopath será transmitido na próxima quinta-feira, 27 de junho, pelas 21h no canal inglês ITV.