Sociedade

Funcionária de banco detida por burlar idosos

A mulher furtou mais de 193 mil euros.

Uma mulher está acusada da prática dos crimes de burla informática e nas comunicações, falsidade informática, falsificação, abuso de confiança e acesso ilegítimo. A suspeita foi julgada em tribunal singular por estar indicado que, entre maio de 2010 e junho de 2017, trabalhando numa instituição bancária, “decidiu apoderar-se das quantias monetárias existentes nas contas dos clientes com idade avançada”, como se pode ler no site oficial da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

As contas apresentavam movimentos esporádicos e, muitas das vezes, os seus titulares já tinham falecido. Assim, a arguida aproveitou-se do conhecimento dos procedimentos bancários e da facilidade de acesso às contas assim como da confiança que lhe era depositada tanto pelos clientes como pela entidade patronal.

Posteriormente, a mulher utilizou os montantes para “fazer aberturas, mobilizações e reembolsos de contas a prazo, subscrições e ordens de venda de Unidades de Participação de um Fundo, subscrições de produtos do banco e abertura de contas trânsito e de títulos, com vista a alcançar os objetivos comerciais da instituição” com o objetivo de se destacar entre os pares.

Deste modo, a funcionária procedia a operações fraudulentas como a simulação da assinatura dos titulares ou a adulteração do valor dos cheques após assinatura dos titulares. Com estes atos, a mulher obteve mais de 193 mil euros que utilizou em seu proveito próprio.

A ex-funcionária bancária está sujeita à medida de termo de identidade e residência, tendo sido investigada pelo Ministério Público da 5ª Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.