Internacional

Irão vai contra comunidade internacional e começa a enriquecer urânio a nível proibido

 “Nós esperamos que se possa encontrar outra solução, caso contrário, daqui a 60 dias iniciaremos a terceira etapa”


O Irão anunciou que “nas próximas horas” irá começar a enriquecer urânio a um nível proibido pela comunidade internacional. "O Irão vai reabastecer-se de urânio a uma taxa superior a 3,67%” declara o porta-voz da Organização Iraniana de Energia Atómica (OIEA), Behrouz Kamalvandi, citando o The Guardian.

O Irão pretende chegar a um novo acordo com os seus parceiros sobre o programa nuclear, depois do presidente americano Donald Trump ter reestabelecido as sanções ao país que tinham sido eliminadas depois do acordo de 2015, em Viena e ter colocado a economia iraniana numa grave recessão. “Nós esperamos que se possa encontrar outra solução, caso contrário, daqui a 60 dias iniciaremos a terceira etapa”, avisou Abbas Araghchi, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros.  

O acordo de Viena, realizado entre a China, EUA, França, Reino Unido, Rússia, Alemanha e Irão, definiu que o último não poderia ter uma bomba atómica e obrigava o país a limitar as suas atividades nucleares. Em troca, os outros países não realizariam sanções internacionais, o que ajudou muito a economia iraniana. 

Quando abandonou o pacto, Trump declarou que o Irão nunca se comprometeu a não ter uma bomba atómica e acusou-o de ser a origem de todos os problemas no Médio Oriente.