Economia

CP com nova administração. Nuno Freitas vai liderar a empresa

Alterações surgem depois do investimento anunciado pelo Governo de 45 milhões. 

O Governo nomeou ontem Nuno Freitas como presidente da CP - Comboios de Portugal, num conselho de administração alargado a cinco elementos, sucedendo a Carlos Nogueira, cujo mandado terminava no final deste ano. O nome foi aprovado em Conselho de Ministros e a ele junta-se Pedro Miguel Sousa Pereira Guedes Moreira, Maria Isabel de Magalhães Ribeiro, Pedro Manuel Franco Ribeiro e Ana Maria dos Santos Malhó – a única que transita da anterior administração – respetivamente para os cargos de vice-presidente e vogais do conselho de administração. 

Nuno Freitas é licenciado em engenharia eletrónica pela Universidade de Aveiro, com MBA em Gestão de Empresas pela EGE -- Universidade Católica do Porto e ESADE Business School Barcelona e exerceu funções na Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF).

Atualmente ocupava o cargo de diretor-geral da Nomad Tech, joint-venture entre a empresa de manutenção e a Digital Nomad.

Investimento em marcha

Estas alterações na administração surgem depois de o ministro das Infraestruturas e Habitação ter anunciado, em julho, um plano de investimento de 45 milhões de euros para recuperar “material circulante encostado” e contratar 187 trabalhadores para CP e EMEF.

Pedro Nuno Santos defendeu este “plano de recuperação do serviço público ferroviário”, entre 2019 e 2022 e cuja primeira fase se estende por 18 meses, a partir do segundo semestre deste ano com vista à reparação de “cerca de 70 unidades, entre carruagens, automotoras e locomotivas”.

O responsável pela tutela revelou ainda que o Executivo pretende “iniciar o processo de fusão” entre a empresa pública de transporte por caminhos-de-ferro e a empresa de manutenção do material circulante até 31 de dezembro, para “otimização dos recursos e melhor articulação”, revelou o governante após a reunião do Conselho de Ministros.

Pedro Nuno Santos adiantou também a intenção de promover desde já a contratação, após os devidos procedimentos concursais, de 67 novos funcionários para a EMEF - além da substituição automática dos trabalhadores que se vão reformando - e de outros 120 trabalhadores para a CP (40 maquinistas, 40 revisores, 20 assistentes comerciais e outros 20 com funções a definir pela administração da empresa.