Economia

Reformados exigem fim de comissões da Caixa Geral de Depósitos

Comunicado da  Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) 

A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) condenou esta quarta-feira a decisão da administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de cobrar comissões bancárias a estas pessoas, exigindo a “abolição de todas as taxas e comissões” sobre as operações bancárias com saldos inferiores a cem mil euros.

“O Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos decide penalizar milhares de reformados, pensionistas e idosos que confiaram ao banco público os valores das suas pensões, prestações da segurança social e das suas magras poupanças em contas depósito, exigindo o pagamento de comissões mensais, cujos valores podem atingir 5 euros, sem aviso prévio aos depositantes”, revela a confederação, em comunicado.

Esta prática, defende a MURPI, “é semelhante à das instituições bancárias privadas, mas agora executada por um banco público, a quem competia estabelecer um regime de isenção de custos àqueles que auferem apenas rendimentos das suas pensões”.

“Ainda, como a grande maioria dos atuais reformados, pensionistas e idosos não possui conhecimentos suficientes que lhes permitam proceder ao levantamento automático das suas pensões, utilizando o cartão de débito (cartão de Multibanco), podem, por este facto, vir a ser penalizados com a cobrança de 2,8 euros nos levantamentos efetuados ao balcão, o que constitui uma violência e falta de proteção a quem mais precisa. É incompreensível que um banco público, como a Caixa Geral de Depósitos, que devia ser o garante de prestação pública, esteja a impor aos seus antigos depositantes de “Contas Pacote” mais encargos não previstos nos contratos anteriormente celebrados”, acrescenta a confederação.

A MURPI defende ainda que é “imoral” que oito administradores da Caixa “recebam 655 297,00 euros de prémios pelos lucros obtidos, também à custa das comissões pagas pelos reformados e trabalhadores”.