Cultura

Brad Pitt. Longe do ecrã? Talvez um dia, não por agora

Prestes a chegar às salas portuguesas está Era Uma Vez em... Hollywood. O novo filme de Tarantino em que Brad Pitt é duplo e amigo de um ator televisivo interpretado por Leonardo Di Caprio. Isto na Hollywood da década de 1960. Na dos tempos modernos, Brad Pitt deu que falar esta semana, com declarações que nada indica que se tornem mais do que isso.

 

Há outras coisas que gosto de fazer. Acho que, um dia, hei de acordar e que, organicamente, estará cumprido», disse Brad Pitt à revista de cinemaVariety numa curta declaração na passadeira vermelha para a estreia de Era Uma Vez em... Hollywood, o mais recente filme de Quentin Tarantino, que protagoniza ao lado de Leonardo Di Caprio e Margot Robbie, como Sharon Tate. Para acrescentar, em piada: «Talvez não acorde, e seja por isso que estará cumprido.» Declarações que, num tempo em que títulos em publicações online parecem valer mais do que as notícias, acabaram por dar em mais fogo de vista do que qualquer coisa de palpável. 

A prova é que o que disse Brad Pitt de seguida já não foi praticamente reproduzido. Mas o ator não se ficou por ali: falou, por exemplo, na importância que teve para si poder fazer parte do elenco deste nono filme de Tarantino, que já no próximo dia 15 de agosto chega às salas portuguesas. «Estou realmente feliz por estar neste filme, mas há outras coisas de que uma pessoa gosta de fazer». Questionado pelo mesmo jornalista sobre «o que tem andado a gostar de fazer» ultimamente, Brad Pitt esquivou-se: «Isso é comigo».

No início do mês, numa entrevista à GQ australiana, o ator, que reconhecia que tem vindo a desempenhar menos papéis nos últimos anos do que noutros tempos, descrevia a sua profissão como uma «coisa para pessoas mais novas», acrescentando que tencionava começar a focar-se no trabalho de produção - sem, contudo, dar a entender que pudesse estar a pensar largar a representação. Foi o suficiente para a dúvida ficar no ar, e dar o mote para aquela conversa de passadeira vermelha com a Variety. 

Tudo isso já depois de a imprensa cor de rosa ter lançado rumores de que, qual Daniel Day-Lewis (que nas suas longas pausas na representação chegou mesmo a aprender os ofícios de sapateiro ou de marceneiro), Brad Pitt se preparava para deixar a representação para se dedicar à... apicultura. Segundo supostas fontes anónimas do National Enquirer, um tabloide distribuído em supermercados norte-americanos, teria mesmo sido Leonardo Di Caprio a apresentar-lhe esse seu alegado novo hobby - que já o teria levado a instalar colmeias no quintal da sua casa de Los Angeles. Daí à ilação de que Brad Pitt se preparava para largar a representação para se dedicar à criação de abelhas terá sido menos de um passo. No seguimento da história, uma outra publicação, o Gossip Cop, escreveu que contactou os representantes de Brad Pitt, que se terão «rido da ideia».

Com uma lista cada vez mais extensa de projetos em que vem trabalhando como produtor, Brad Pitt tinha tido a sua última aparição no grande ecrã em 2018, no filme Deadpool 2, da Marvel. Em pós-produção para estrear ainda este ano está Ad Astra, de James Gray, em que Pitt assume o papel de um astronauta que viaja até aos limites do Sistema Solar numa missão para encontrar o seu pai e desvendar um mistério que ameaça a existência do planeta Terra. O seu nome foi também já anunciado, com o de Emma Stone, para o próximo filme de Damiel Chazelle, sobre o qual se sabe para já muito pouco, mas que será um filme de época em Hollywood. 

Por estes dias, Brad Pitt dedica-se à promoção de Era Uma Vez em... Hollywood, em que teve um papel que, aparentemente, foi o mais cobiçado, incluindo por Leonardo Di Caprio, como acabou por revelar Tarantino nesta semana em entrevista à Entertainment Weekly. «Todos queriam interpretar o Cliff. Tenho um enorme respeito pelo Leo [Di Caprio] como ator e ele queria o papel do Cliff, mas sabia que servia melhor o Rick.» E porquê? «É simplesmente melhor. Consigo imaginá-lo como estrela de televisão. Além disso, a maior parte dos duplos são normalmente dez anos mais velhos do que o ator com o qual estão a trabalhar».

Recuando à Los Angeles da década de 1960, Era uma vez em... Hollywood desenrola-se numa linha temporal paralela na qual um ator de televisão a sentir que os anos estão a passar por si embarca, com o seu duplo e amigo de longa data, numa jornada para singrar no mundo do cinema.