Economia

Novo Banco vende carteira de ativos imobiliários de 487,8 milhões

Instituição financeira liderada por António Ramalho diz que transação estará concluída até ao final do ano.

O Novo Banco vai vender uma carteira de ativos imobiliários, no valor de 487,8 milhões de euros, a entidades indiretamente detidas por fundos geridos pela Cerberus Capital Management, sediada em Nova Iorque. A instituição financeira revelou ainda que já foi celebrado “um contrato-promessa de compra e venda de uma carteira de ativos imobiliários”, designado por “Projeto Sertorius”, afirmou em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

De acordo com a informação revelada, a carteira tem “um valor bruto contabilístico de 487,8 milhões de euros” e “é composta por 195 imóveis agregados”, correspondentes a 1.228 unidades individuais, “com usos industrial, comercial, terrenos e residencial, incluindo estacionamentos”.

O Novo Banco chama ainda a atenção para o facto de, após a concretização da venda, a gestão da carteira será realizada por um “servicer de referência em Portugal” na gestão deste tipo de ativos, que irá incorporar nos seus quadros até 13 colaboradores do banco.

A instituição financeira liderada por António Ramalho prevê que a transação “se conclua até ao final do ano, assim que reunidas todas as condições associadas à sua formalização”, acrescentando que “esta transação representa mais um importante passo no processo de desinvestimento de ativos não estratégicos do Novo Banco, prosseguindo este a sua estratégia de foco no negócio bancário”.

O anúncio foi feito depois de o banco ter apresentado, na sexta-feira, perdas de 400,1 milhões de euros no primeiro semestre do ano, um aumento face ao prejuízo de 212,2 milhões no mesmo período de 2018. A entidade liderada por António Ramalho justificou este resultado “a uma perda de 513,5 milhões de euros na atividade ‘legacy’ [legado do BES] e de um ganho de 113,4 milhões de euros na atividade recorrente”.

Face a estes prejuízos, o Novo Banco revelou que vai pedir mais 541 milhões de euros ao Fundo de Resolução, no âmbito do mecanismo de capital contingente. A instituição já tinha pedido ao Fundo de Resolução 1.150 milhões de euros este ano. Em 2018, o valor da injeção fixou-se nos 792 milhões em 2018.