Sociedade

Ordem e sindicato denunciam grávidas a "saltar de hospital em hospital" e urgências "ilegais" nas maternidades do sul

Em causa está a falta de profissionais nestas unidades hospitalares durante o período do verão

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 Ordem dos Médicos e Sindicato Independente dos Médicos (SIM) denunciam que as maternidades da região de Lisboa e do Sul do país estão todas a funcionar a meio gás, o que leva as grávidas a andar a “saltar de hospital em hospital.”

O presidente da Secção Regional Sul da Ordem dos Médicos, Alexandre Valentim Lourenço, lamenta que não tenham sido tomadas as devidas medidas que assegurem um adequado funcionamento das maternidades durante o período de verão. O presidente da Ordem recordou ainda a falta de profissionais em todas as maternidades e serviços de obstetrícia do sul do país.

Em declarações à Agência Lusa, Alexandre Valentim Lourenço refere que a maioria dos obstretas já entregou mesmo pedidos de escusa de responsabilidade. Quer isto dizer que, na eventualidade de futuros acidentes por falta de meios, a responsabilidade cairá sobre as instituições hospitalares ou mesmo sob o Ministério da Saúde.

Segundo o represente da Ordem dos Médicos da região Sul do país, as falhas de organização nas maternidades têm que ser responsabilidade dos diretores hospitalares e dirigentes do Ministério da Saúde.

Fonte do Sindicato refere que no passado sábado, quatro hospitais da Grande Lisboa estavam em contingência, ou seja, não podiam receber grávidas que chegassem em ambulâncias do INEM.

O SIM, garante que, sobretudo na região de Lisboa, há várias unidades hospitalares a fazer escalas de urgências durante o mês de agosto, o que não garante a presença do número adequado de profissionais.

Tendo por base isso mesmo, o Sindicato pediu esta quarta-feira à Ordem dos Médicos que avalie disciplinarmente os responsáveis clínicos dos hospitais responsáveis pela realização das escalas de urgências.

Os casos do Centro Hospitalar Lisboa Norte ou o Fernando da Fonseca (Amadora Sintra) são destacados pelo sindicato como críticos. Também o Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa. é referido pelo secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha à Agência Lusa, uma vez que devido às suas características e dimensão, deveria ter constantemente ao serviçi cinco médicos especialistas. Contudo, , o mesmo garante que em nenhum dia de agosto esse rácio é respeitado.

Jorge Roque da Cunha adianta que no decorrer da próxima semana o SIM deverá apresentar à Ordem dos Médicos nomes de responsáveis que permitem ou elaboram "escalas de urgência ilegais."