Economia

Groundforce. Trabalhadores pedem “mais investimento”

Comissão de Trabalhadores quer também ter acesso aos dados sobre remunerações.

A Comissão de Trabalhadores (CT) da Groundforce defende maior “investimento do gestor aeroportuário” e quer ter acesso aos dados sobre a remuneração dos trabalhadores. Estas questões vão ser colocadas por esta estrutura num plenário agendado para o próximo dia 15 de agosto. A organização não tem dúvidas: é necessário “mais investimento do gestor aeroportuário [ANA]. É outro caso de distribuição desigual da riqueza do país e a que o nosso Governo fecha os olhos. Assistimos nos aeroportos portugueses a uma exploração imobiliária grosseira”, referiu a CT à Lusa.

Entre as prioridades deste órgão “está a defesa dos direitos dos trabalhadores e das suas condições de trabalho, assim como o controlo da gestão, no sentido de garantir que a mesma é conduzida para assegurar a viabilidade da empresa e os postos de trabalho dos seus cerca de 2600 trabalhadores”. 

A estrutura defende também o acesso “ao relatório único completo da empresa, nomeadamente os anexos que versam sobre as remunerações do pessoal”, salientando que, sem isso, não consegue “fiscalizar a justa aplicação das tabelas salariais e planos de prémios estabelecidos nos acordos de empresa”.

Além disso, a CT acredita que “a distribuição de dividendos e de reservas livres entre os acionistas ultrapassou os limites da prudência face às carências dos trabalhadores e da empresa” e irá, por isso, “fazer um alerta sério aos trabalhadores”.

O organismo acredita ainda que do plenário “seguirão informações valiosas para os trabalhadores e estruturas representativas” que terão como objetivo “definir ações de reivindicação pelas necessidades mais prementes” dos trabalhadores, incluindo “o fim da precariedade selvagem a que são sujeitos”, dos “horários extremamente penalizadores para a saúde e vida social e familiar dos trabalhadores” e a luta “pela melhoria das condições de trabalho que garanta a diminuição do volume de acidentes e doenças laborais associados a esta atividade”.