Economia

Turismo volta a acelerar e estrangeiros já representam 70% das dormidas

Já os proveitos totais da hotelaria em Portugal subiram 11,8%  para 466 milhões de euros.

A atividade turística voltou a acelerar em junho, impulsionada tanto pelo mercado interno como externo. Os hóspedes aumentarem 9,7% para 2,7 milhões, as dormidas subiram 5,6%, ultrapassando os sete milhões e as receitas a crescerem 11,8%. Os dados foram revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Este crescimento deveu-se às dormidas de residentes que cresceram 11,6% (+9,1% em maio). Também as de não residentes aumentaram 3,2% (+1,2% no mês anterior), totalizando 2,1 milhões e 5 milhões de dormidas, o que traduz um peso de 70% dos mercados externos.

Já os proveitos totais da hotelaria em Portugal subiram 11,8% (+4,7% em maio), para 466 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento progrediram 12,1% (+4,3% no mês precedente) para 351,6 milhões de euros.

Feitas as contas, no acumulado do primeiro semestre registou-se uma subida de 7,6% nos hóspedes (para 12,2 milhões) e de 4,7% nas dormidas (para 30,5 milhões), com contributos positivos, quer dos residentes (+8,9%), quer dos não residentes (+3%).
Até junho, os proveitos totais subiram 7,6%, somando 1781,9 milhões de euros, e os proveitos de aposento aumentaram 7,3% para 1307,7 milhões de euros.

Em relação à estada média no mês de junho assistiu-se a uma redução para 2,63 noites. Trata-se, segundo o INE, de uma redução de 3,7% (descendo 1,7% nos residentes e 3,9% nos não residentes), enquanto a taxa líquida de ocupação (55,5%) aumentou 0,1 pontos percentuais (face ao recuo de 0,8 pontos percentuais em maio).
Quanto ao rendimento médio por quarto disponível (RevPAR), situou-se em 62,5 euros (+6,5%) em junho e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) ascendeu a 96,8 euros (+6,2%).

Mais norte-americanos e chineses

Os mercados dos Estados Unidos, Canadá e China destacaram-se no primeiro semestre deste ano, quando comparado com o mesmo período de 2018. O INE fala de um aumento de 21,2% de turistas dos EUA, e de uma subida de 15,9% tanto vindos do Canadá, como da China.

Portugal também recebeu mais turistas do Brasil (11,5%), Itália (10,8%) e Espanha (8,6%), do que o verificado no mesmo período do ano passado. 

Em contraciclo estão os mercados do Reino Unido, Alemanha, França e Holanda que diminuíram. Houve menos 7,6% de hóspedes holandeses em Portugal, menos 6,8% de alemães, 3% de franceses e 1,3% de ingleses.

Em junho, registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões com exceção da Madeira (que baixou 3,4%).
O INE destaca os crescimentos apresentados pelo Alentejo (+13,3%), Açores (+12,1%), Norte (+11,7%) e Centro (+11,4%), tendo o Algarve concentrado 34,1% das dormidas registadas no país neste mês, seguido da Área Metropolitana de Lisboa (quota de 24,2%).

Nos primeiros seis meses de 2019, as dormidas na hotelaria (83,6% do total) registaram um aumento de 2,9%, inferior aos demais segmentos: subidas 15,8% no alojamento local (quota de 14%) e 9,2% no turismo no espaço rural e de habitação (que representou 2,4% do total). Já os hostels registaram um aumento de 27,8% nas dormidas no primeiro semestre, tendo representado 23,3% das dormidas em alojamento local e 3,3% das dormidas totais neste período.