Opiniao

Hoje, em Portugal, é mais fácil ser neo-nazi do que ser do PPD/PSD

1.Na semana transacta, Portugal viveu um momento deveras infeliz: recebeu no seu território um encontro – dito “internacional”, pese embora só tenha contado com a participação de elementos de cinco países; e “histórico”, conquanto todos se tenham marimbado para o dito cujo – de criminosos europeus disfarçados de activistas políticos.

Foi, pois, uma espécie de de criminosos europeus que Lisboa acolheu, sempre perante o desprezo monumental dos portugueses. Tivemos a oportunidade de assistir a alguns dos vídeos da conferência em causa, os quais só nos merecem três notas.

2.Primeiro: os discursos foram marcados por um ódio constante contra as minorias raciais e, sobretudo, contra os judeus.

Os intervenientes, aliás, não se viram rogados em proferir frases de incitamento à violência contra cidadãos integrados nos designados grupos minoritários, elogiaram a história nazi, bem como a de  grupos europeus admiradores e seguidores da brutalidade do regime hitleriano (como a Guarda de Ferro, da Roménia, um partido assumidamente nazi, havendo até a leitura de uma missiva de um militante deste grupo radicalmente violento) – ou seja, num qualquer hotel de Lisboa, meia-dúzia de pessoas resolveram fazer uma ode a Adolf Hitler, assumiram que são um grupo radical, seguidor da doutrina nazi, perante a passividade de todos os defensores da democracia.

Para se ter uma ideia, a frase menos radical que foi proferida naquele encontro peculiar foi que o PNR é um inimigo a abater, porque é um partido demasiado moderado, “com negros e asiáticos e pró-Israel”!

Dir-se-á que contam pouco ou nada e constituem uma minoria insignificante. É verdade: no entanto, o ódio espalha-se de forma deveras célere, em tempos cibernéticos como aquele em que vivemos.

 Um participante espanhol, inclusive, utiliza uma página na internet – “Tribuna de Espanha”, salvo erro – para publicar vídeos totalmente anti-semitas, de ódio contra o povo judeu e Israel, citando passagens do “Mein Kampf” ou de membro das SS, explícita ou implicitamente. Ora, o discurso nazi, que visa incentivar a violência contra uma categoria de cidadãos ou povo, sem qualquer base racional, não está coberto pela liberdade de expressão.

 Em Portugal – tal como em Espanha – é até objecto de criminalização; parece, contudo, que nada acontece. Assim se degrada a autoridade do Estado de Direito Democrático.

Note-se que a “Euronews” noticiou a realização deste evento, associando Portugal a este triste episódio, filmando uma senhora (interveniente) com uma suástica nazi nas costas…

 E a Comissão para a Igualdade e a Contra a Discriminação Racial? Não fez nada? É só a malta do PPD/PSD que leva processos neste país? Até os neo-nazis se safam melhor do que os militantes do PPD/PSD neste triste país…

3.Segundo: a comunicação social portuguesa passa a vida a chamar fascistas, nazis  e outro quejandos a todos os políticos e comentadores que se situam à esquerda do PS.

Até aqueles que sejam do PPD/PSD são literalmente perseguidos pelo sistema corrupto, em que grande parte da comunicação social se situa.

Todos os dias, o autor das presentes linhas recebe mensagens com insultos, imputando-lhe declarações racistas ou fascistas – nós que temos sido dos poucos que, na comunicação social tradicional, tem combatido empenhadamente todos os totalitarismos que pautam este Portugal geringonçado (desde a extrema-esquerda até à extrema-direita, passando por fenómenos de coerção social inorgânicos, porém, não menos totalitários). Ninguém repudia mais o comunismo, as “ditaduras esquerdistas vanguardistas”, o fascismo, o nazismo e todos os totalitarismos do que nós. Não recebemos lições de democracia de ninguém.  

Ora, desta feita, tivemos uma concentração de verdadeiros nazis, de verdadeiros fascistas, que se assumem como tal – e a nossa comunicação social ficou entre o calada e o indiferente. Está certo…

Lá está: o que motiva a nossa imprensa é o ódio contra o PPD/PSD.

Não é a defesa dos direitos humanos, a apologia de valores, o apego à democracia e à tolerância – nada disso! Apenas o objectivo de destruição do PPD/PSD e da direita democrática em geral, que entendem estar a mais no sistema de partidos português – o qual, para o sistema vigente, deve ser tão democrático como a democrática União Soviética…

4.Terceiro: o BDS (Boicote, Desenvolvimento e Sanções contra Israel) continua a sua teia de infiltração em Portugal.

O BDS, como se sabe, é um esquema de branqueamento de capitais, de financiamento ilícito a entidades nacionais e de promoção do terrorismo do islamismo radical à escala planetária. O Presidente Donald Trump foi o único que teve a coragem de declarar, com efeitos jurídicos, aquilo que o BDS é – uma organização terrorista. Mais uma vez, pudemos constatar que a extrema-esquerda e a extrema-direita estão unidos matrimonialmente com o apadrinhamento expresso (embora mais ou menos escondido) dos terroristas islâmicos radicais do BDS(atenção que nos reportamos aqui ao islamismo como ideologia política bárbara; nada tem que ver com a religião ou com os milhões que professam a religião islâmica e que são tão democratas e patriotas como nós).

Talvez o Professor Boaventura Sousa Santos – um dos elementos predilectos dos terroristas do BDS em Portugal – possa ser o próximo convidado de honra daquele grupo nazi que se reuniu em Lisboa.

A complacência do poder político português com os terroristas do BDS – que já ameaçam a segurança nacional, como se viu no caso da suspensão dos vistos a cidadãos iranianos – tem que acabar. Acabar depressa. E vai acabar – a segurança dos portuguese terá de ser uma prioridade…

Não deixa também de ser curioso que o BDS Potugal seja liderado por militantes comunistas – e que o mesmo BDS apoie os nazis…Mais uma vez, comunistas e nazis juntos…É o Pacto Jerónimo de Sousa/Machado…

Para já, o poder político português gosta muito do BDS – pudera! A única associação que merece ser perseguida em Portugal, segundo as mentes geringonçadas, é o PPD/PSD – e os seus militantes e activistas que desafiam o todo-poderoso Costa…

5.Quarto: Aquando da publicação do nosso livro sobre a vitória do Presidente Donald Trump, várias unidades hoteleiras bibliotecas e até estabelecimentos comerciais recusaram-se a acolher a respectiva apresentação. Sem conhecerem o livro – apenas porque se tratava do Preisdente Trump…o líder do mundo livre, livremente e democraticamente eleito. 

A Fnac tem o livro escondido nas estantes; a Bertrand fez o mesmo (embora menos), apesar de me terem dito que o livro nas suas lojas até vendeu bem. No entanto, as nossas livrarias – que muito gostamos e frequentamos, gastando uma parte substancial do ordenado – tiveram, em grande destaque, durante meses, um livro de citações de um grande democrata, de uma referência intelectual dos direitos humanos e do respeito pela pessoa…chamado Adolf Hitler! Só podem estar a gozar!

Só podem estar a gozar – um livro sobre Trump é uma provocação nazi; um livro de citações de Adolf Hitler – sem qualquer enquadramento histórico ou análise crítica é um grande gesto democrático, para as livrarias e editoras portuguesas!

 Justificação: um livro de citações de Adolf Hitler é barato e vende bem – dá lucro, portanto.

Ou seja: mais uma vez, as convicções políticas, as grandes preocupações com a democracia acabam…onde começa o dinheiro fácil.

Daí  estarmos a assistir ao lamentável e preocupante fenómeno de conversão do Hitler, sanguinário e criminoso, em Hitler, a popstar!

Portanto: não gostaram que nós publicássemos um livro sobre o Presidente – líder do mundo LIVRE – Trump, porque é uma “coisa nazi”; mas adoraram a publicação de um livro de citações do verdadeiro nazi, Hitler! Conseguem imaginar algo mais patético que isto?

A melhor forma de combater o “nazi Trump”, para as nossas livrarias, foi destacar o livro de citações do “democrata Hitler”!

6.Eis, pois, mais um retrato da hipocrisia do sistema em que vivemos, do cinismo do poder económico que o sustém e da pobreza franciscana intelectual que o sustenta. 

Quem diria que, em Portugal, ano 2019, é mais fácil ser neo-nazi do que ser do PPD/PSD? Que tipo de sociedade doente é esta que estão construindo?

P. S – O livro em causa é o “Citações de Adolf Hitler” (Guerra e Paz): não se pense que as citações de Hitler, sem qualquer anotação ou crítica de estudiosos/especialistas/pedagogos, são de frases inócuas. Pelo contrário, há citações de um anti-semitismo extremo que são reproduzidas na íntegra e sem filtro…Uma vergonha, portanto. O racismo e o anti-semitismo não têm lugar na nossa sociedade.

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