Politica

Rui Rio volta a jogar à bola na rentrée do PSD

Sociais-democratas começam a rentrée numa plantação, de manhã, antes de um torneio de futebol. Há um ano acabou por perder. Agora jogam-se as eleições legislativas.

A rentrée do PSD, no próximo dia 31 de agosto, em Monchique, terá um programa de atividades ao ar livre que inclui jogos tradicionais, como o da malha, mas também um torneio de futebol, tal como na edição de 2018, em que a Festa do Pontal ficou mais reduzida face a edições anteriores. O presidente social-democrata, Rui Rio, volta a entrar em campo para um jogo de futebol. Mas há um ano perdeu, usando a camisola 7 e jogando numa posição de médio ofensivo.

Este ano, a Festa do Pontal terá um momento de lazer que obriga ao trabalho: plantar medronheiros. Segundo um vídeo difundido pelo secretário-geral do partido, José Silvano, a iniciativa tem uma componente ambiental, numa zona fustigada pelos incêndios – o de Monchique foi o maior da Europa em 2018.

 A iniciativa começa pelas 10 horas e serve de aquecimento para o torneio de futebol, pelas 10h30, e David Santos, presidente da distrital do PSD/Faro, acredita que Rio vai ajudar na plantação. “Vai, vai”, diz ao i. Mas, para já, só está assente que o presidente social-democrata vai tentar melhorar o score futebolístico da última temporada, um verão quente de 2018 em que foi alvo de críticas por ter estado um mês inteiro de férias.

Pelas 18 horas terá lugar a apresentação dos cabeças-de-lista às legislativas e Rui Rio visitará as bancas de bebidas e comidas representantes de cada distrital do país. Seguem-se, por fim, os discursos políticos, com a intervenção de Rio a dar o pontapé de saída oficial do partido para as eleições legislativas de 6 de outubro. Entretanto, já seguiram os emails, assinados pelo secretário-geral social-democrata, José Silvano, a apelar à participação na Festa do Pontal, em Monchique, com um vídeo de José Silvano a explicar como será a festa da rentrée. Os sociais-democratas terminam o email com uma frase de despedida: “A sua presença é importantíssima” e “Juntos faremos um PSD mais forte”.

David Santos, o presidente da distrital do PSD/Faro, já disse que gostaria de ter 1500 pessoas na festa. Ora, o grosso dos participantes, apurou o i, serão do Algarve. Porém, um pouco por todo o país, as distritais estão a ser contactadas por militantes para saber se há algum autocarro disponível para os levar até Monchique. De acordo com informações recolhidas pelo i, algumas estruturas estão a ter problemas para acautelar a mobilização porque a ordem da direção, dada já em 2018, é a de que deve haver contenção de custos, e Rio não quer aquela imagem de 200 a 300 autocarros a chegar a um evento do partido. Por isso, a gestão terá de ser criteriosa e caberá, na prática, às distritais decidirem se alugam, ou não, um meio de transporte para levar militantes até à Festa do Pontal em 31 de agosto.

Entretanto está a chegar ao fim o prazo de entrega de candidaturas. Hoje será a vez da lista do Porto ser entregue, com a presença de Rui Rio, número dois da equipa, liderada por Hugo Carvalho.

 

Unidos na diversidade

Ontem foi a vez de Lisboa entregar as listas. A cabeça-de-lista, Filipa Roseta, falou aos jornalistas, reconhecendo que há sempre pessoas que pensam de maneira diferente no PSD – isto porque na sua equipa não estão figuras como Miguel Pinto Luz, o nome indicado por Lisboa para ir nos lugares cimeiros. Mas a também autarca em Cascais arrumou o assunto da polémica das listas de forma rápida. “Num partido personalista como o PSD há sempre algumas pessoas que pensam de maneira diferente. (...) Estamos unidos na diversidade (...). A lista é completamente unida e coesa e com vontade para ganhar”, assegurou Filipa Roseta, citada pela Antena 1.

A candidata não fugiu aos temas de atualidade e, ao lado do secretário-geral do partido, José Silvano, e seu número dois na lista por Lisboa, acusou o Governo e António Costa de terem montado um circo mediático em torno da gestão da crise – e da greve – dos motoristas de matérias perigosas. Para Filipa Roseta, é preciso “ter algum sentido de Estado”, recato e “ter algum respeito pelos problemas das pessoas”, avisou a candidata, considerando que o Governo deveria ter mediado o conflito desde o início, e não colocar-se ao lado de uma das partes. Para Filipa Roseta, o Executivo acabou por sair do circo mediático para tentar ajudar a resolver, mas o caso ainda não tem solução.

 

Apelo à maioria absoluta

As eleições legislativas são apenas uma parte dos desafios eleitorais do PSD, porque na Madeira joga-se a permanência do partido no poder, que detém há mais de 40 anos, nas próximas eleições regionais, de 22 de setembro. Por isso, o atual presidente do governo regional, Miguel Albuquerque, lançou um apelo à vitória. “É fundamental que essa maioria seja expressiva”, pediu o também líder dos sociais-democratas da Madeira, citado pela Lusa. E o argumento, do lado do PSD/Madeira, será sempre o mesmo até ao final da campanha regional: sem o PSD no poder, o arquipélago pode perder a autonomia face ao Governo da República.