Politica

Costa diz que Brasil precisa de apoio da UE e não de sanções

“O que precisamos é que haja intervenção para ajudar a salvar a Amazónia, não é aumentar o número de problemas que já existem nas relações entre a Europa e o Brasil”.

António Costa mostrou-se solidário com o Brasil e com o povo brasileiro pelos incêndios na Amazónia. O primeiro-ministro apelidou a situação de "dramática” e sublinhou que o país está a precisar de apoio e não de sanções económicas por parte da União Europeia. 

“Quero expressar a nossa total solidariedade para com o povo brasileiro pela situação dramática que se está a viver e acho que devemos disponibilizar todo o apoio que o Brasil acha que necessita para enfrentar esta situação que, obviamente, nos tem de preocupar a todos”, disse António Costa, quando questionado pelos jornalista durante a visita à Fatacil, em Lagoa, no Algarve.

Costa também comentou a possível saída de alguns estados membros da UE do acordo Mercosul, depois de França e a Irlanda terem ameaçado sair por considerarem que Bolsonaro não cumpriu com as medidas ambientais que fazem parte do pacto, e declara que essa não é a solução para o problema.  

“Não devemos confundir o drama que está a ser vivido neste momento na Amazónia com aquilo que é um acordo comercial, muito importante, e que levou mais de 20 anos a ser negociado”, sublinhou António Costa. “A existência de uma grande parceria entre a Europa e o Mercosul é da maior importância para a Europa, para o conjunto da América Latina e da economia mundial”, acrescentou o primeiro-ministro. 

“O que precisamos é que haja intervenção para ajudar a salvar a Amazónia, não é aumentar o número de problemas que já existem nas relações entre a Europa e o Brasil”, defendeu, no entanto, sublinha que o facto da Amazónia ser um local bastante importante para o meio ambiente mundial, todos os países têm o direito de mostrar o seu desagrado para com a situação. 

“A Amazónia é um pulmão global, fundamental para o equilíbrio do ecossistema à escala global, a sua proteção é essencial e o acordo político assinado com o Mercosul prevê, precisamente, uma cláusula de proteção ambiental da maior importância e esses são os padrões pelos quais nos temos de debater”, concluiu.