Em Nome da Verdade

Regresso e… Retorno!!!

Se atentarmos nas intervenções ‘explosivas’ da ‘quadra’ C4 – Costa, Cabrita, Cravinho e Centeno, sabendo que C4 é a designação militar para um poderoso explosivo e, se ainda atendermos à frequente troca, entre nós, fonética do C por S teremos também de registar a presença de um poderoso 4S com (MR) Sousa, Santos Silva e (PN) dos Santos o que dará um poderosíssimo 8 (C/S) com todas as condições para fazer ‘explodir’ Portugal

 

 

Caros Leitores, regresso retemperado, recuperado, reposto e pleno de vontade de reiniciar as minhas rotinas.

Regresso feliz… mas retorno muito preocupado com o reforço das más perspetivas que, já existindo antes das férias, foram entretanto muito incrementadas, toldando o futuro próximo com ‘nuvens negras’ e que, a concretizarem-se, serão trágicas para o nosso Amado Portugal.

Expliquemo-nos…

O Tempo (sempre o tempo), a lassidão e a ausência de compromissos (para além daqueles que derivam da condição de avô) proporcionaram-me reflexões e análises mais longas e profundas que a voragem, a rapidez e as circunstâncias frequentemente não permitem.

Assim, gostei:

– de mais uma vez ter podido desfrutar de uma oportunidade e local conferidos por uma amizade fraterna;

– de verificar que as amizades (re)encontradas e que vamos ‘fabricando’ nestas andanças se mantêm, sem registo de faltas;

– que a qualidade de vida no local, a natureza e as praias que frequento se mantêm de elevado nível;

– de ver o nascer e o pôr do sol em dimensões inigualáveis;

– de desfrutar, diariamente, do maravilhoso pão quente e outras iguarias do melhor supermercado de Portugal.

Não gostei:

– da evidente diminuição de turistas e veraneantes presentes (apesar de haver maior diversificação, …inacreditável a presença de muitos marroquinos);

– da evidente falta de fiscalização rodoviária e patrulhamento urbano. Será que foi tudo ‘desviado’ para os fogos e para a requisição civil ? Pelos resultados, não parece;

– das notícias diárias sobre a (já tradicional) ‘fuga às responsabilidades’ de quem governa, alicerçadas no tipo de argumentos apresentados (quase sempre infantis) e no método utilizado (tentativa de ‘matar’ o portador das notícias);

– do estado do (ainda) principal partido da oposição e do (ainda) seu Presidente. De todo seria impossível fazer pior… peço a atenção de Nossa Senhora de Fátima;

– do falhanço clamoroso daqueles que se diziam os mais bem preparados para fazer face ao terrível flagelo dos Verões… os fogos florestais;

– o desaparecimento total do ‘suprassumo’ que veio para a Administração Pública (pago a preço dos privados) para acabar com os fogos. Por onde anda este Sábio?

– a continuada desorganização no terreno de combate (a muito referida área de operações) e dos recursos disponíveis (humanos e materiais);

– a continua deturpação da legislação respeitante aos concursos públicos, pois no Estado vão prevalecendo (esmagadoramente) os ajustes diretos que… por acaso… por mero acaso… mas, muitíssimas vezes… recaem sobre familiares ou companheiros  de partido;

– que as más práticas agora aludidas, a que infelizmente nos vamos habituando, assumam uma dimensão preocupante na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (o que constitui uma surpresa apenas para alguns). Continua a admitir-se que o bom método é ‘meter a raposa no galinheiro’.

Mas as minhas preocupações vão muito para além das que agora referi e, por isso, a aplicação do termo ‘retorno’.

Quem me conhece sabe que há muito defendo uma revisão da Constituição da República Portuguesa (CRP) que possibilite o progresso, a inovação na garantia dos direitos e deveres fundamentais, que seja ajustada e não demagógica, enfim, fazendo-a coincidir com a realidade, atentas as circunstâncias sempre presentes, mas também a necessidade premente de não ‘condenarmos’ as gerações futuras (convém recordar que estas, entre outros, incluem os nossos filhos, netos e bisnetos) e que seja motivadora da manutenção do Estado-Nação mais antigo da Europa.

No entanto, não gostaria, mesmo nada, de ver o país regressar às condições em que uma maioria não coerente, colorida, insatisfeita, precoce e artística tivesse condições reais, possíveis e admissíveis para rever a (CRP) a seu belo prazer.

Não estamos em condições de voltar aos idos de 1975.

Seria trágico para o país e para o futuro de todos nós.

Mas… sejamos realistas… tal pode (democraticamente) vir a acontecer.

Se atentarmos nas intervenções ‘explosivas’ da ‘quadra’ C4 – Costa, Cabrita, Cravinho e Centeno, sabendo que C4 é a designação militar para um poderoso explosivo e, se ainda atendermos à frequente troca, entre nós, fonética do C por S teremos também de registar a presença de um poderoso 4S com (MR) Sousa, Santos Silva e (PN) dos Santos o que dará um poderosíssimo 8 (C/S) com todas as condições para fazer ‘explodir’ Portugal.

Contudo, o C4 ainda pode evoluir para o mais perigoso C5, com a junção de um tal Capoulas Santos e total obtido passará assim a 10 (C/S)… verdadeiramente atómico, isto num país onde muitos ‘não sabem de nada’ e outros ‘de tudo’ querem fazer e, regularmente, ‘tropeçam nos atacadores dos sapatos’.

E  onde está R Rio?

Como sempre, em ‘seca severa’.

E onde está A Cristas?

Como sempre, a ‘cantar de Galo’, quando não passa de uma pequena ‘galinha’ ( vulgo garnizé), apesar do apêndice (crista).

Com também a presença de mais uns tantos malabaristas, transformistas, oportunistas, ‘cataventos’, mentirosos e quejandos…o ‘circo’ está montado e afigura-se um próximo dia 6 de Outubro no mínimo dramático.

E, então, o que fazer?

Sempre procurei ser social-democrata, no rigor dos conceitos e valores de Rosa do Luxemburgo, mas sempre fui ‘visceralmente’ contra o social-fachismo (vulgo comunismo) ou do social-parasitismo (vulgo socialismo).

Sou a favor de um Estado regulador e  que garanta  que Todos têm um mínimo, decente, no que respeita à Saúde, Educação, Assistência Social, Segurança e Defesa, Diplomacia e Justiça, mas onde também quem tem mais possa disso beneficiar, pagando o que quer ter a mais, numa Sociedade em que a livre iniciativa, o empreendedorismo e a inovação devem ser fatores sempre presentes.

Reflitamos por isso no número, sempre crescente, de votos nulos e brancos, na imensa abstenção e na militância daqueles que… votam sempre e nos mesmos.

Tal é mesmo muito possível.

Por isso este meu regresso vos traz hoje este retorno de alerta, para que, em Nome da Verdade, possam no pós-férias pensar e refletir sobre estas questões.

Se todos formos às urnas de voto (ainda) é possível evitar o desastre anunciado.

Mesmo que muito nos custe e tenhamos mesmo de ‘tapar os Olhos… e fechar os Ouvidos’.

Os descontentes (sobretudo desta vez) não devem deixar os outros escolher por eles… pois agora os riscos são muito maiores.

Voltaremos a esta abordagem nos próximos números, onde analisaremos as promessas/resultados do atual Governo e os manifestos eleitorais dos principais concorrentes às próximas Eleições Legislativas

Que, depois, ninguém possa dizer que não sabia…

*Major-General Reformado