Politica

Operação Marquês. Sócrates interrogado em outubro por Ivo Rosa

Juiz assume que vai demorar porque são muitos os factos que lhe são imputados

José Sócrates pediu ao juiz Ivo Rosa para ir a tribunal prestar esclarecimentos no âmbito da Operação Marquês. O juiz aceitou e o ex-primeiro-ministro, principal arguido deste caso, será ouvido a 28 de outubro, às 14h.

Mas Ivo Rosa acredita que o interrogatório poderá não ficar por aí, assumindo que são muitos os factos imputados ao arguido.

“Tendo em conta a dimensão da acusação e a quantidade de factos imputados ao arguido em causa é previsível que o interrogatório se prolongue por mais de uma sessão. Assim, desde já fica designado que, caso se mostre necessário, a realização do interrogatório terá continuidade nos dias 29, 30 e 31 de outubro pela mesma hora”.

Depois de uma paragem para férias judiciais, a instrução do processo Marquês recomeça agora. É nesta fase que o juiz Ivo Rosa vai decidir se o caso deve ou não avançar para julgamento.

As pessoas, as empresas e os crimes da Operação Marquês

O Ministério Público, através do departamento que investiga a criminalidade mais complexa, acusou em 2017 28 arguidos, 19 pessoas singulares e 9 pessoas coletivas, no âmbito da designada Operação Marquês.

Após a longa investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal foram acusadas as seguintes pessoas e empresas:

José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, pela prática de crimes de corrupção passiva de titular de cargo político (3 crimes), branqueamento de capitais (16 crimes), falsificação de documento (9 crimes) e fraude fiscal qualificada (3 crimes).

Carlos Manuel dos Santos Silva, pela prática de crimes de corrupção passiva de titular de cargo político (1), corrupção ativa de titular de cargo político (1), branqueamento de capitais (17), falsificação de documento (10), fraude fiscal (1) e fraude fiscal qualificada (3).

Joaquim Barroca Vieira Rodrigues, pela prática de crimes de corrupção ativa de titular de cargo político (1), corrupção ativa (1), branqueamento de capitais (7), falsificação de documento (3) e fraude fiscal qualificada (2).

Luís Manuel Ferreira da Silva Marques, pela prática de crimes de corrupção passiva (1) e branqueamento de capitais (1).

José Luís Ribeiro dos Santos, pela prática de crimes de corrupção ativa (1) e branqueamento de capitais (1).

Ricardo Espírito Santo Salgado, pela prática de crimes de corrupção ativa de titular de cargo político (1), corrupção ativa (2) branqueamento de capitais (9), abuso de confiança (3) falsificação de documento (3) e fraude fiscal qualificada (3).

Zeinal Abedin Mohamed Bava, pela prática de crimes de corrupção passiva (1), branqueamento de capitais (1), falsificação de documento (1) e fraude fiscal qualificada (2).

Henrique Manuel Fusco Granadeiro, pela prática de crimes de corrupção passiva (1), branqueamento de capitais (2), peculato (1), abuso de confiança (1) e fraude fiscal qualificada (3).

Armando António Martins Vara, pela prática de crimes de corrupção passiva de titular de cargo político (1), branqueamento de capitais (2) e fraude fiscal qualificada (2).

Bárbara Catarina Figueira Vara, pela prática de crimes de branqueamento de capitais (2).


Rui Miguel de Oliveira Horta e Costa, pela prática de crimes de corrupção ativa de titular de cargo político (1), branqueamento de capitais (1) e fraude fiscal qualificada (2).

José Diogo da Rocha Vieira Gaspar Ferreira, pela prática de crimes de corrupção ativa de titular de cargo político (1), branqueamento de capitais (2) e fraude fiscal qualificada (3).

José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, pela prática de crimes de branqueamento de capitais (2).

Hélder José Bataglia dos Santos, pela prática de crimes de branqueamento de capitais (5), falsificação de documento (2), abuso de confiança (1) e fiscal qualificada (2).

Gonçalo Nuno Mendes da Trindade Ferreira, pela prática de crimes de branqueamento de capitais (3) e falsificação de documento (1).

Inês Maria Carrusca Pontes do Rosário, pela prática de crime de branqueamento de capitais (1).

João Pedro Soares Antunes Perna, pela prática de crimes de branqueamento de capitais (1) e detenção de arma proibida (1).

Sofia Mesquita Carvalho Fava, pela prática de crimes de branqueamento de capitais (1) e falsificação de documento (1).

Rui Manuel Antunes Mão de Ferro, pela prática de crimes de branqueamento de capitais (1) e falsificação de documento (4).

Lena Engenharia E Construções, SA, pela prática de crimes de corrupção ativa (2) branqueamento de capitais (3) e fraude fiscal qualificada (2).

Lena Engenharia E Construção SGPS, pela prática de crimes de corrupção ativa (2) e branqueamento de capitais (1).

Lena SGPS, pela prática de crimes de corrupção ativa (2) e branqueamento de capitais (1).
Xlm-Sociedade De Estudos E Prjectos Lda, pela prática de crimes de branqueamento de capitais (3) e fraude fiscal qualificada (2).

Rmf-Consulting, Gestão E Consultoria Estratégica, Lda, pela prática de crime de branqueamento de capitais (1)

Xmi – Management & Investments SA, pela prática de crimes de corrupção ativa (1) e branqueamento de capitais (1).


Oceano Clube – Empreendimentos Turísticos Do Algarve SA, pela prática de crimes de fraude fiscal qualificada (3).

Vale Do Lobo Resort Turístico De Luxo SA, pela prática de crimes de fraude fiscal qualificada (3).

Pepelan – Consultoria E Gestão SA, pela prática de crimes de fraude fiscal qualificada (1) branqueamento de capitais (1).