Politica

António Costa critica posição do PSD sobre aeroporto do Montijo

Na opinião do primeiro-ministro, não existe nenhum “plano B”

António Costa criticou esta segunda-feira a posição do PSD sobre o aeroporto do Montijo e sublinha que não existe nenhum “plano B”. O primeiro-ministro advertiu ainda que a suspensão do projeto aeroportuário colocaria em causa o crescimento económico e turístico do país.

Os comentários foram feitos depois de de um almoço com a Confederação do Turismo de Portugal, em Lisboa.  “Não posso deixar de manifestar muita apreensão quando vejo que o principal partido da oposição, que ainda agora votou favoravelmente o Programa Nacional de Infraestruturas, a apresentar não só novas dúvidas existenciais sobre os projetos de alta velocidade [ferroviária], mas, sobretudo, a colocar em causa a opção já tomada para que o desenvolvimento da capacidade aeroportuária de Lisboa seja complementado com o desenvolvimento do aeroporto do Montijo”, disse.

Para António Costa é necessário que a construção da infraestrutura seja certa e que não existam “hesitações” ou “criatividades” sobre o consenso já alcançado no Parlamento. "Temos de manter uma linha de trabalho que não devolva o país à incerteza do que vai acontecer a seguir”, acrescentou. 

“Novas hesitações seriam uma fortíssima ameaça à continuidade da atividade turística do país e ao crescimento deste setor, que é fundamental para gerar emprego, riqueza e para dinamizar todo um conjunto de outras atividades económicas”, sublinha.

O partido liderado por Rui Rio defende, no programa eleitoral às legislativas, uma "reapreciação da solução Alcochete" para a construção do novo aeroporto de Lisboa, que o Governo já escolheu ser no Montijo, e sublinha que pode vir a ser necessária "uma renegociação das condições contratuais da concessão".

O primeiro-ministro mencionou ainda, durante o encontro com os jornalistas, a importância de não desfazer o trabalho feito durante a sua liderança, visto o PS ter prosseguido com alguns planos dos governos anteriores, como o aeroporto do Montijo e o programa Ferrovia 2020.. “Era preciso pôr termo a um ciclo excessivo de 20 anos em que cada Governo que chegava partia do zero e colocava em causa tudo aquilo que o executivo anterior tinha feito".

“Este é o momento de se tomarem decisões e de agir. O estudo de impacto ambiental é claro quanto às medidas a adotar para limitar os impactos ambientais, mas voltar à estaca zero e reabrir o debate sobre a solução seria comprometer muito seriamente o futuro do país. Espero que seja possível a estabilidade nestas opções e não entramos em criatividades perigosas”, concluiu.