Economia

Correios reabrem loja de Vila Flor

Com João Bento na liderança dos Correios foi dada a garantia de que a empresa não iria fechar mais balcões e que até iria reabrir alguns espaços, ao longo de 2019 e 2020.

Os CTT vão reabrir a Loja de Vila Flor, concelho de Bragança, na próxima segunda-feira. "A loja CTT vai ser reaberta nas mesmas instalações, mantendo os três balcões de atendimento", referem os Correios em comunicado.

No entanto, o posto de Correios que foi aberto em substituição da loja, a cerca de 700 metros, vai manter-se, "em virtude da sua excelente localização e facilidade de acesso".

"Os CTT reforçam assim a proximidade às populações, através da reabertura de uma Loja CTT em sede de concelho, robustecendo a capilaridade da rede e a qualidade do serviço".

Com João Bento na liderança dos Correios foi dada a garantia de que a empresa não iria fechar mais balcões e que até iria reabrir alguns espaços, ao longo de 2019 e 2020. “A minha primeira prioridade é a aproximação dos CTT aos nossos clientes e os nossos clientes são o povo português”, chegou a afirmar o atual CEO numa das suas primeiras intervenções, acrescentando que “está decidido que não vai haver mais encerramentos de lojas”.

Em causa estava a informação avançada pelo regulador no início do ano de que os CTT iriam deixar mais 15 concelhos em Portugal sem estações de correios, com base em informação recebida em novembro de 2018. Em janeiro, havia 33 concelhos sem estações, como Pedrógão Grande, Gavião, Mondim de Basto ou Fornos de Algodres.

Já no final de agosto, a Anacom aprovou a decisão final sobre a densidade da rede postal e de ofertas mínimas de serviços proposta pelos CTT – Correios de Portugal. Esta luz verde foi dada depois de a empresa liderada por João Bento ter reformulado a proposta, visto que se encontra obrigada a assegurar a prestação da totalidade dos serviços concessionados, seja uma estação de correios ou um posto de correios com características equivalentes à das estações de correios. Um critério que, de acordo com o regulador, não tinha sido considerado na proposta inicial.

Para a entidade liderada por João Cadete de Matos não há dúvidas: “Em cada concelho, os CTT encontram-se obrigados a assegurar a prestação da totalidade dos serviços concessionados (e que funcionam em 99% dos concelhos do país todos os dias úteis durante um período mínimo diário de 6 horas e, nos restantes 1% dos concelhos, todos os dias úteis durante um período mínimo diário de 3 horas) e deverão ter as características que se consideram ser adequadas para assegurar a prestação dos serviços concessionados em condições equivalentes às das estações de correios que, em outros concelhos, cumprem as mesmas funções”. E dá uma justificação: “Estão em causa, nomeadamente, a garantia da inviolabilidade e o sigilo dos envios postais, a confidencialidade das informações transmitidas ou armazenadas e a proteção de dados pessoais e da vida privada”.