Sociedade

"Confirma-se a vontade do Ministério Público de silenciar e destruir Rui Pinto"

Hacker está em prisão preventiva.

Depois de o Ministério Público (MP) acusar, esta quinta-feira, Rui Pinto de 75 crimes de acesos ilegítimo, um crime de sabotagem informática e 70 crimes de violação de correspondência, sendo sete destes agravados, no caso da Doyen Sports, a defesa do pirata informático emitiu um comunicado onde arrasa a decisão do órgão judicial.

"Com a acusação agora tornada pública e o pedido de manutenção da prisão preventiva, confirma-se a vontade do Ministério Público de silenciar e destruir Rui Pinto, evitando que prossiga a colaboração que vinha mantendo com as autoridades de investigação de outros países", lê-se no comunicado, assinado pelos advogados Francisco Teixeira da Mota e William Bourdon, citado pela agência Lusa.

Na mesma nota, a defesa lamenta que o MP "consiga evitar que a SAD de um clube de futebol seja pronunciada".

"[O MP] consegue descobrir 147 crimes contra o seu constituinte e enquanto em Espanha a Doyen é objeto de processos fiscais e criminais, em Portugal goza do beneplácito das autoridades de investigação", acrescenta.

 "Por último, acrescenta-se que a acusação deduzida contra Rui Pinto contém numerosas falsidades, nulidades e ilegalidades a que a defesa irá reagir no processo no seu devido tempo", conclui o comunicado.

Recorde-se que Rui Pinto foi notificado da acusação na prisão anexa à Polícia Judiciária de Lisboa, onde está detido preventivamente desde o dia 22 de março deste ano. Caso não fosse acusado até este domingo pelo Ministério Público, Rui Pinto teria de ser libertado. Assim, permanecerá em prisão preventiva.

Para além do hacker, também o seu antigo advogado, Aníbal Pinto, foi acusado pelo Ministério Público. O advogado foi quem intermediou as conversações entre Rui Pinto e o fundo de investimento Doyen Sports, com vista ao pedido de uma verba a rondar o meio milhão de euros em troca da não divulgação de informação comprometedora relativa àquela empresa.