Cultura

Game of Thrones despede-se de vez em noite de Emmys

Em oito anos, e passando por diversas categorias, a série foi a preferida 62 vezes. Os atores da produção mais famosa da HBO subiram ao palco uma última vez para receber duas estatuetas. O momento, apesar de ficar aquém do ano de 2016, onde a série venceu em 16 categorias, não deixou de proporcionar uma salva de palmas pelos últimos oito anos.

O Microsoft Theatre, em Los Angeles, acolheu, na noite deste domingo, a cerimónia mais importante da indústria televisiva americana. Para além de um recorde de 137 nomeações, da ausência de um apresentador e de uma orquestra, a academia guardava outras surpresas.

Game of Thrones, a série da HBO baseada nos livros de George R. R. Martin, arrecadou apenas dois Emmys para a despedida. A série, que exibiu o seu último episódio em maio deste ano, fez história em 2016 ao ganhar em 16 categorias, na mesma cerimónia. Dois anos depois, Game of Thrones ganhou duas das dez categorias em que estava nomeado. A academia achou que Peter Dinklage, o famoso Tyrion Lannister, esteve à altura até ao final da série e levou para casa o prémio de Melhor Ator Secundário de Série Dramática. A meio da noite, a série recebia assim o seu primeiro prémio. Já depois de ter havido um momento onde se ouvia, pela última vez, a música composta por Ramin Djawadi que fez muitos espetadores ver o genérico até ao fim, Game of Thrones recebeu o troféu de Melhor Série Dramática.

A atriz Phoebe Waller-Bridge foi então a vencedora da noite e levou para casa três estatuetas pela série Fleabag – Melhor Autora de Série de Comédia, Melhor Atriz de Série de Comédia e Melhor Série de Comédia. Também o realizador da série britânica levou uma estatueta para casa, tendo sido atribuído a Harry Bradbeer o prémio de Melhor Realizador de Série de Comédia.

Na 71ª. cerimónia havia 32 nomeações para Game of Thrones. Na categoria de Melhor Atriz Secundária de Série dramática, quatro das seis nomeadas faziam parte do elenco de Game of Thrones. A Gala ficou também marcada pela ausência de uma orquestra e de um apresentador. Jimmy Kimmel, apresentador no canal ABC criticou esta ideia enquanto caminhava na passadeira vermelha. “As pessoas não percebem, mas é assim que ganhamos a vida. Se deixarem de dar trabalhos aos apresentadores, o que é que vamos fazer?”, acrescentou o apresentador.

Estas ausências não foram ao acaso, já que a academia está a tentar inovar, segundo o jornal New York Times, devido à quebra de audiências que a cerimónia tem vindo a sofrer. Em 2018 foram registados cerca de 10 milhões de espetadores, o que representa metade dos espetadores que assistia ao programa nos anos 90.