Economia

Taxa de poupança das famílias volta a cair

Dados do INE

A taxa de poupança das famílias portuguesas caiu no segundo trimestre deste ano, atingindo os 5,9% do rendimento disponível. Esta queda segue-se a uma subida nos dois trimestres anteriores - no primeiro trimestre de 2019, a taxa foi de 6,1%.

Esta taxa mede o rendimento disponível que não é usado em consumo final. É calculada através do rácio entre a poupança bruta e o rendimento disponível.

“A taxa de poupança das Famílias diminuiu para 5,9% do rendimento disponível (6,1% no trimestre anterior), em resultado do aumento de 0,8% da despesa de consumo final superior em 0,1 p.p. ao crescimento do rendimento disponível”, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Trata-se da taxa de poupança mais baixa desde o terceiro trimestre de 2017, altura em que atingiu os 5,8%.

O INE destaca ainda que “a evolução do rendimento disponível das famílias foi determinada pelo crescimento de 0,8% das remunerações recebidas, que explicam 0,5 p.p. do aumento do rendimento”.

“O investimento (Formação Bruta de Capital Fixo) das famílias registou uma taxa de variação de 1,6% no 2º trimestre de 2019 (3,1% no trimestre anterior)”, acrescenta o gabinete estatístico.