Internacional

Mulher acusada de negligência da filha adotiva diz que criança de nove anos tem na realidade 22

A mãe adotiva diz às autoridades que a 'menina' é uma adulta que a tentou matar e à sua família.

Um casal norte-americano foi acusado de abandonar a sua filha adotiva de 9 anos, num apartamento sozinha. No entanto, Kristine Barnett diz às autoridades que a 'menina' é uma adulta que a tentou matar e à sua família.

A mulher de 45 anos e o seu ex-marido Michael Barnett decidiram adotar uma criança em 2010 e escolheram Natalia Grace, uma menina ucraniana, com nanismo - doença que impede o individúo de alcançar a altura média dos sujeitos da sua idade. Passsados três anos, a mulher deixou Natalia Grace num apartamento, no Indiana e mudou-se para o Canadá juntamente com Michael. 

Depois das autoridades terem encontrado o casal e terem acusado ambos de negligência da criança, Barnett defendeu-se, afirmando que Natalia é atualmente uma mulher de 30 anos.

Depois de terem adotado a criança, a mãe adotiva começou a aperceber-se de certos factos estranhos: Natalia já tinha a menstruação, dentes adultos e pelos púbicos, apesar de ter apenas seis anos de idade. Além disso, a linguagem utilizada pela menina era muito adulta para a sua idade. Segundo Barnett, Natalia estava sempre a dizer à mulher que não conseguia perceber como é que ela era diretora de uma escola, visto as crianças serem "tão cansativas", citada pelo DailyMailTV.

"A comunicação social está a pintar-me como uma abusadora de crianças mas não existe nenhuma criança aqui.  Natalia era uma mulher. Ela era menstruada. Ela tinha dentes adultos. Ela nunca cresceu, o que acontece normalmente a crianças com nanismo", declarou.

Barnett disse que foi obrigada a esconder facas e objetos afiados de Natalia, depois de esta ter ameaçado matá-la e ao seu marido. "Ela fazia desenhos, onde escrevia que queria matar a sua família, enrolá-los num cobertor e colocá-los no quintal". A mãe adotiva sublinha ainda que chegou a ver a "criança" colocar lixívia no seu café e que esta admitiu estar a tentar envenená-la. 

Ao consultarem os médicos, os especialistas confirmaram, depois de terem feito vários testes, que Natalia tinha pelo 14 anos, devido á sua estrutura óssea.  Em 2012, Natalia foi colocada em uma unidade psiquiátrica depois de supostamente tentar arrastar Barnett para uma cerca elétrica.

"Todos os médicos confirmaram que ela sofria de uma doença psicológica grave, diagnosticada apenas em adultos. Ela saltava de carros em movimento e manchava os espelhos de casa com sangue. Ela fazia coisas que uma criança nunca faria" acrescentou.

Durante o internamento, a "criança" admitiu ser mais velha e disse ter 22 anos. A família solicitou então, com sucesso, ao Tribunal Superior de Marion que a idade de Natalia fosse 'corrigida' para que ela pudesse receber o tratamento psiquiátrico apropriado para um adulto.

Nos documentos vistos pelo DailyMailTV, o juiz Gerald S. Zore aceitou as alegações do casal como "verdadeiras" e mudou o ano de nascimento de Natalia. 

Quando Natalia recebeu alta dos cuidados psiquiátricos, ainda em 2012, a família alugou um apartamento e continou a pagar a renda da jovem. O ex-casal alega que ajudou Natalia a obter um número da segurança social, benefícios e cartões refeição. Kristine Barnnet diz ainda que chegou a arranjar um novo apartamento para Natalia depois de esta ter sido mandada embora. 

Ambos pretendiam continuar a tomar conta de Natalia, mas como adulta. Em 2013, Natalia deixou de ligar aos pais adotivos e desapareceu. O maior medo de Bernett foi que a sua filha adotiva tivesse deixado de tomar os medicamentos e se tivesse a passar por criança outra vez e a enganar outra família. "A última vez que conversamos ao telefone, ela disse-me que estava a fazer esparguete para a nova família", contou. 

Os Barnett foram presos este mês, acusados de negligência, por terem abandonado a "criança de nove anos" numa casa sozinha. Depois de ambos terem pago a fiança, encontram-se à espera do julgamento em casa.

O paradeiro de Natalia é desconhecido.