Economia

Paulo Macedo. Banca demorará uma década a ser perdoada

Também Miguel Maya disse que a “banca tem imensa responsabilidade naquilo que é a reputação” e defendeu que “não só do passado”.

Para o presidente da Caixa Geral de Depósitos. os bancos têm de ser inovadores, mas também resilientes perante uma indústria em transformação e estimou que tardará uma década até a banca ser perdoada das “asneiras” feitas. “A banca tem de ser muito resiliente para as asneiras que já fez e, até ser perdoada, vai ser para aí uma década”, disse Paulo Macedo, considerando que essa estimativa de tempo é se “tudo correr bem”, afirmou numa conferência organizada pela sociedade de Advogados Sérvulo & Associados. 

Uma opinião partilhada pelo presidente do BCP, Miguel Maya, ao considerar que a “banca tem imensa responsabilidade naquilo que é a reputação” e defendeu que “não só do passado”. O banqueiro afirma ainda que atualmente basta abrir o Financial Times para ler notícias de escândalos financeiros em grandes bancos.

“É tempo de fazermos as coisas de forma diferente, estou mais otimista, estamos a passar um período difícil na banca, mas temos todas as condições para afirmar a confiança com os clientes”, afirmou, considerando que a banca conseguirá ganhar valor se “aproveitar este momento para ter proximidade às pessoas”, aos clientes.