Sociedade

Gaia. Dois polícias municipais agredidos por pugilista. Um ficou inanimado

Nos últimos dias foram dois os casos de polícias agredidos que ficaram inanimados e tiveram que ser assistidos por equipas hospitalares

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Na passada sexta-feira, pelas 22h, dois agentes da Polícia Municipal (PM) de Vila Nova de Gaia foram agredidos a soco por um condutor. Um dos agentes ficou inanimado e o outro teve que ser suturado na boca.

Os dois agentes, de 42 e 44 anos, mandaram um condutorparar quando seguia na sua viatura na marginal de Gaia, que não terá obedecido e terá continuado a andar. Os agentes acabaram por intercetar o indivíduo, praticante de pugilismo e já referenciado pelas autoridades, 400 metros à frente, Rua de Cândido dos Reis. Aí, os agentes que estavam a fazer controlo de trânsito foram surpreendidos pelo sujeito, que os agrediu violentamente, dando dois socos num dos agentes, que ficou inanimado, e um no outro. Ambos os agentes receberam de seguida assistência médica, sendo que um teve mesmo que ser suturado no interior da boca.

Agente da PSP agredido em Rio de Mouro
No dia seguinte, no sábado à tarde, também um agente da PSP foi agredido após ter sido chamado ao local, em Rio de Mouro, para resolver uma ocorrência relacionada com regulação do poder paternal de uma criança.

Aquando da sua chegada ao local, um casal terá agredido o polícia, fazendo com que este caísse, batesse com a cabeça e ficasse inanimado. O agente foi de seguida transportado para o Hospital Amadora-Sintra.

Pedro Carmo, presidente da Organização Sindical dos Polícias (OSP), disse ao i que este tipo de situações “é quase diário” e que “estas agressões são o reflexo da forma como os próprios governantes tratam a polícia”. “Se não temos o apoio do Governo, se não nos ouve, nem nos garante as condições necessárias para trabalhar, isto transparece cá para fora. Se o Governo não nos dá valor, a própria população nos vai desvalorizar”.

Segundo o presidente da OSP, só se resolve este cenário com uma “mudança de mentalidade da sociedade” e com um maior apoio às forças da polícia.