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Mulher sem-abrigo é filmada a cantar ópera no metro e ganha contrato discográfico | VÍDEO

 "Se a vontade de Deus mudar a minha vida, eu rezarei e serei muito grata a qualquer um que esteja a tentar ajudar-me a sair das ruas".

Uma mulher sem-abrigo, que vive nas ruas de Los Angeles nos Estados Unidos, ganhou a oportunidade de lançar o seu próprio disco, depois de ter sido filmada por um agente da polícia a cantar uma música composta por Puccini, 'O Mio Babbino Carom' e interpertada por Maria Callas. O agente Frazier decidiu partilhar nas redes sociais do departamento da Polícia de Los Angeles, Emily Zamourka a cantar no metro e rapidamente o vídeo obteve mais de um milhão de visualizações e lançou a mulher para o estrelato.

O produtor musical Joel Diamond já ofereceu um contrato à mulher, com o intuito de lançar a carreira da "soprana do metro" - como é apelidada - e propôs-lhe o lançamento de um disco, segundo o site TMZ. No entanto, esta ainda não se pronunciou sobre o assunto. Para já, irá participar num evento da Associação Little Italy, em Los Angeles, no próximo sábado. 

"Quatro milhões de pessoas chamam casa a Los Angeles. Quatro milhões de histórias. Quatro milhões de vozes... Às vezes só precisamos de parar e ouvir uma, para ouvir algo bonito", escreveu a polícia na publicação.

Emily Zamourka, de nacionalidade russa, teve formação clássica de piano e já foi violinista de profissão. Mudou-se para Los Angeles em 1992 para tentar lançar-se no mundo da música. Em 2016, roubaram-lhe o seu violino e começou a ser cada vez mais dificil para a artista pagar as suas próprias contas. Emily acabou por ser despejada do seu apartamento, por falta de pagamento da renda. "Eles partiram, roubaram o meu violino quando eu tocava no centro da cidade. E foi aí que todos os meus problemas começaram", disse Emily, citada pela Sky News.

A violinista mostrou-se muito agradecida com a atitude da polícia de Los Angeles e com todas as reações à sua voz. "Se a vontade de Deus mudar a minha vida, eu rezarei e serei muito grata a qualquer um que esteja a tentar ajudar-me a sair das ruas. E ter o meu próprio lugar e o meu instrumento. De alguma forma, eu amo ainda estar na música."