Opiniao

Pobre menina rica

“Vocês roubaram a minha infância e os meus sonhos”! Foi com este discurso inflamado,  não escondendo o ódio estampado no seu rosto, que Greta Thunberg, a mais recente coqueluche dos globalistas da nova ordem mundial que se procura impor à escala planetária, se dirigiu aos chefes de estado e de governo presentes na Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Os líderes políticos que escutaram a irada adolescente responderam aos insultos que  esta lhes endereçou com uma entusiástica salva de palmas, pormenor elucidativo da gente fraca e inútil que se apoderou das rédeas do poder neste cada vez mais desgraçado mundo em que vivemos.

Malgrado a mesquinhez dos governantes a quem Greta apontou o dedo em riste, não foram eles os culpados por a ela não ter sido concedida a oportunidade de viver a sua infância. Essa responsabilidade deve ser imputada, em exclusivo, aos seus paizinhos!

Greta Thunberg sofre do síndrome de Asperger, sendo que uma das principais características dos portadores desta doença é a de extrapolarem os sentimentos que as atormentam, vivendo-os com uma intensidade fora do comum.

Por motivo da anomalia de que é possuidora, Greta Thunberg tornou-se no alvo predilecto dos lóbis das energias renováveis que, com a cumplicidade dos pais dela, que passaram a gerir a carreira da filha como se estivessem a gerenciar o percurso de uma estrela de cinema infantil em ascensão, acabaram por conseguir concretizar os seus intentos, transformando a ingénua rapariga na cara da sua suposta cruzada contra os atentados ao meio-ambiente.

Também a extrema-esquerda global, dissimulada em movimentos ecológicos de revolta  pelas alterações climáticas, que denunciam como sendo de responsabilidade humana, lograram tornar aquela activista como sua bandeira, usando-a agora na prossecução dos seus objectivos.

Esta campanha camuflada encabeçada pelos descendentes de Marx tem ficado a descoberto nas manifestações de rua pela preservação do meio-ambiente, em que inocentes activistas, normalmente ainda muito jovens, são ultrapassados por turbas extremistas, que se apropriam do trabalho por outros iniciado e desencadeiam graves perturbações da ordem pública.

A escalada extremista em curso nada tem a ver com razões ambientais, mas apenas e só com motivos de ordem política. A luta dos supostos ambientalistas, que somente é desencadeada no seio das sociedades mais desenvolvidas, tem como exclusiva finalidade combater o mercado livre, visto como o principal culpado pelo alegado aquecimento do planeta, e substitui-lo por uma economia estatizada, assente nos princípios marxistas do modelo que ruiu com a queda do muro de Berlim.

A jovem Greta navega, assim, entre duas causas, pelas quais se deixou instrumentalizar e manobrar: por um lado está a soldo dos fortíssimos negócios intrínsecos à chamada energia verde; por outro tornou-se na porta-voz da esquerda radical, totalitária e saudosista dos tempos dos sovietes.

Só assim se compreende o olhar de raiva com que contemplou o presidente norte-americano, quando dele se aproximou nos corredores das Nações Unidas.

Dificilmente poderemos culpar alguém, que leva pouco mais de dois anos de mandato na governação do seu país, pelos males do clima, mas, na verdade, temos de reconhecer que Trump tem grandes responsabilidades no aquecimento a que o planeta tem estado sujeito: os ânimos têm aquecido, e muito, um pouco por esse mundo fora, desde que ele se instalou na Casa Branca!

A esquerda ainda não conseguiu digerir a sua vitória, e a consequente derrota dos seus, servindo-se de todos os meios para procurar minar a sua presidência, incluindo o recurso aos serviços de uma adolescente ingénua, influenciável e portadora de uma anomalia que gera um sentimento de desculpabilização pelo seu agressivo comportamento.

Greta Thunberg nasceu num berço de ouro, a quem nunca faltou nada, pelo que o seu choramingar pelo roubo da infância de que se diz vítima chega a ser ofensivo para com as crianças que nasceram e vivem na miséria, que passam fome e a quem foi sempre negado o direito à saúde e à educação.

E são milhões esses pobres seres que tiveram o infortúnio de vir ao mundo nos países mais miseráveis e por cujo destino poucos se preocupam, a começar pela activista Greta e pelos lacaios dos interesses económicos e políticos que sustentam a causa pela qual nos pretendem convencer de que ela se bate.

Mas a menina que se queixa de lhe terem roubado os sonhos tem carradas de razão pelo menos numa coisa, quando disse, no púlpito da Assembleia-Geral das NU, que o seu lugar não seria ali, mas sim na escola.

Escola que deixou de frequentar, com a anuência dos progenitores, para se dedicar à militância que a tem catapultado para as primeiras páginas da imprensa, pais esses que em primeiro lugar teriam a obrigação de proporcionar à filha uma adequada instrução escolar.

Volte, pois, para as salas de aulas, que não deveria ter abandonado, e, já agora, dedique-se um pouco mais ao estudo das ciências. Talvez vá ainda a tempo de aprender que as alterações climáticas têm de ser compreendidas à luz de uma base científica, e nunca através da ideologia.