Politica

Presidente da República cancela ida a Roma para estar no funeral de Freitas do Amaral

Marcelo Rebelo de Sousa tinha planeado viagem para assistir à cerimónia de elevação a cardeal de Tolentino Mendonça

O Presidente da República cancelou esta tarde a deslocação a Roma para assistir à elevação a cardeal do padre português José Tolentino Mendonça, uma cerimónia marcada para este sábado. Marcelo Rebelo de Sousa estará nas cerimónias fúnebres do fundador do CDS-PP Diogo Freitas do Amaral, que destacou como um dos quatro pais fundadores da democracia em Portugal e lembrou também como grande amigo pessoal durante mais de cinquenta anos.

O velório do antigo ministro, que morreu esta quinta-feira aos 78 anos de idade, será no Mosteiro dos Jerónimos. O funeral será sábado no cemitério da Guia, em Cascais.

Fonte oficial de Belém confirmou ao i a decisão tomada esta tarde, já depois de a Presidência da República ter emitido uma nota de homenagem a Diogo Freitas do Amaral.

“A Diogo Freitas do Amaral deve a Democracia portuguesa o ter conquistado para a direita um espaço de existência próprio no regime político nascente, apesar das suas tantas vezes afirmadas convicções centristas”, escreveu Marcelo Rebelo de Sousa, salientando ainda as suas intervenções decisivas na primeira revisão constitucional e na feitura de diplomas estruturantes, como a Lei da Defesa Nacional e das Forças Armadas, a Lei Orgânica do Tribunal Constitucional, o Código do Procedimento Administrativo e parte apreciável da legislação do Contencioso Administrativo e da Organização Administrativa.

Considerando-o "um dos quatro pais fundadores" do sistema político-partidário democrático em Portugal, o Presidente da República destacou também uma vida “devotada à Educação, na Universidade, onde foi Mestre insigne” e na escrita, “na palavra, nas múltiplas instituições em que exercitou a sua natural e tão admirada vocação pedagógica e o seu culto pela História Pátria”.

“O Presidente da República, que, além do mais, perdeu um grande amigo pessoal de meio século, apresenta à sua Família a expressão de grande saudade, mas, sobretudo, da gratidão nacional para o que foi o papel histórico de ter sido aquele dos Pais Fundadores a integrar a direita conservadora portuguesa na Democracia constitucionalizada em 1976”, escreveu ainda Marcelo Rebelo de Sousa.

A representar o Governo português na cerimónia deste sábado em Roma estará o Presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, e a secretária do Conselho do Estado.