Cultura

Morreu Harold Bloom

O Cânone Ocidental e A Angústia da Influência são os mais conhecidos dos livros publicados pelo crítico literário. Harold Bloom morreu nesta segunda-feira, aos 89 anos. 

 

Era tido como um dos mais influentes críticos literários da segunda metade do século XX. Harold Bloom morreu nesta segunda-feira, aos 89 anos, num hospital de New Haven, no estado norte-americano do Connecticut.

A notícia da sua morte foi confirmada pela mulher, Jeanne Bloom, ao New York Times.

Harold Bloom nasceu em  Nova Iorque, a 11 de julho de 1930, e cresceu no Bronx, com uma educação judia ortodoxa numa casa que tinha o iídiche como primeira língua. Os seus pais haviam emigrado da Europa de Leste para os Estados Unidos – o seu pai era natural de Odessa, na atual Ucrânia, e a mãe dos arredores de Brest Litovsk, na Bielorrússia.

Só aos 6 anos começou a aprender inglês. A língua que lhe deu a conhecer a poesia do modernista Hart Crane. Foi a partir dos seus Collected Poems, publicados em 1938, que começou a crescer o seu fascínio pela poesia.

Depois de ter estudado na Bronx High School of Science, estudou nas universidades de Cornell e de Yale, onde se destacou como estudante e se doutorou em 1955, ano em que se tornou membro do Departamento de Inglês. Daria ainda aulas de Inglês na New York University, em acumulação com a docência em Yale.

Publicou o seu primeiro livro, Shelley's Mythmaking, em 1959, pela Yale University Press, ao qual se seguiriam mais de quatro dezenas de outros ­– 20 dos quais de crítica literária – ao longo dos anos traduzidos para mais de 40 línguas.

Tornou-se conhecido fora da academia durante a década de 1990, pela sua posição na guerra sobre o chamado cânone ocidental. E é precisamente O Cânone Ocidental, que publicou em 1994, uma das mais conhecidas (e polémicas) obras, a par de A Angústia da Influência, de 1973.