Economia

Tomás Correia pediu para sair da liderança da Associação Mutualista

Ao que o i apurou, a saída irá acontecer a 15 de dezembro e Tomás Correia será substituído por Virgílio Lima 

Tomás Correia pediu para sair da liderança da Associação Mutualista Montepio Geral justificando essa decisão por existir “um ataque do legislador a uma instituição privada e a ele próprio”, apurou o i. Em causa está a mudança de estatutos publicada em 2 de outubro, em que a entidade passará a ter quatro órgãos sociais: assembleia-geral, conselho de administração, conselho fiscal e assembleia de representantes. Desaparecendo assim, o conselho geral.

Ao que o i apurou, a saída irá acontecer a 15 de dezembro e Tomás Correia será substituído por Virgílio Lima que tem um currículo associado à gestão na seguradora Lusitânia e que é atualmente vogal do conselho de administração. Aliás, este pedido decorreu na última reunião do conselho geral da Associação Mutualista Montepio – antes da alteração de estatutos – onde estiveram presentes 20 dos 23 membros . O i sabe que este pedido de escusa causou alguma “alguma surpresa” junto dos membros do conselho. 

A saída  ocorre, numa altura, em que a idoneidade de Tomás Correia estava a ser avaliada, desde março, pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF). No entanto, desde a semana passada que o presidente da mutualista tinha vindo a garantir só iria sair da liderança “em boa ordem e quando entender”, reagindo desta forma às notícias que davam conta da sua possível saída no último conselho geral da AMM.

O encontro, aconteceu, numa altura em que o Banco de Portugal (BdP) confirmou que vai recorrer da decisão do Tribunal da Concorrência que anulou as coimas ao Montepio e a oito antigos administradores, no valor de 4,9 milhões de euros, considerando que a sentença não se pronuncia sobre as infrações.