Pai de Rosa Grilo expulso após interromper julgamento no Tribunal de Loures

Américo Pina está impedido de assistir às próximas sessões.

Américo Pina, pai de Rosa Grilo, exaltou-se e foi expulso, esta terça-feira, da oitava sessão do julgamento da morte do triatleta Luís Grilo, que decorreu no Tribunal de Loures, ficando assim impedido de assistir às próximas sessões.

De acordo com o Correio da Manhã, Américo Pina terá interrompido a sessão –  que contou com a inquirição de testemunhas chamadas pela defesa de Rosa Grilo a depor a favor da viúva – e dirigido duras palavras à juíza, perante os testemunhos dos alegados maus tratos de Luís Grilo à mulher.

Segundo o mesmo jornal, foi ouvida durante a manhã uma prima de Rosa Grilo que disse tê-la criado até aos 11 anos. No entanto, a familiar alegou que se afastou da prima porque "não concordava com o relacionamento dela" e "assistia a coisas com as quais não concordava", como o “consumo de droga e bebidas alcoólicas" por parte de Luís Grilo.

Outra prima de Rosa Grilo também relatou um episódio de violência entre o casal.

"Tinha havido uma situação em que foi violento com ela, à frente do menino, meteu-lhe a mão no pescoço", disse a familiar, acrescentando ainda que, após este episódio, lhe ofereceu a sua casa.

Na mesma sessão foram ainda ouvidos o médico legista que autopsiou Luís Grilo, bem como um agente de seguros, que garantiu que Rosa tinha conhecimento dos seguros e que era a própria a fazer o pagamento.

Recorde-se que na sessão da semana passada, a 23 de outubro, um perito da PJ disse que a arma do amante de Rosa Grilo, António Joaquim, foi "manipulada" para dificultar investigação.

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