Sociedade

Tribunal de Contas alerta para prejuízo da ADSE a partir do próximo ano

Auditoria critica modelo de gestão do subsistema de saúde e avisa que sustentabilidade não está garantida.

A ADSE só será viável a longo prazo se forem tomadas medidas que garantam benefícios atrativos, mais jovens entre os beneficiários e mais receitas. O alerta é do Tribunal de Contas, que esta quarta-feira publica o relatório de uma auditoria de seguimento às recomendações feitas em 2015 e 2017 para a sustentabilidade do subsistema de saúde dos funcionários públicos. O sinal é vermelho e a sustentabilidade continua a não estar garantida.

No relatório, a que o i teve acesso, os auditores traçam duras críticas ao atual modelo de gestão do subsistema de saúde dos funcionários públicos, um instituto público tutelado por Saúde e Finanças. Alertam para a falta de uma estratégia a prazo e avisam que com um universo de beneficiários cada vez mais envelhecido, e as despesas de saúde nas faixas etárias mais velhas a aumentar, a partir de 2020 a ADSE começará a dar prejuízo e a almofada não vai chegar para muito tempo.

A previsão é de um défice anual de 17 milhões de euros já no próximo ano, com os auditores a projetar que os excedentes acumulados até 2019 (535ME) acabarão por esgotar-se em 2026.

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