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Parlamento. Da corrupção à imigração e um programa "sem rasgo"

O programa de Governo já leva cerca de quatro horas e os deputados das três novas forças políticas, com assento parlamentar, já se estrearam, com temas tão diversos como as minorias, a corrupção, touradas e até uma leitura sem "alegria" de um programa de "sem rasgo". Houve argumentos para todos os gostos.

Parlamento. Da corrupção à imigração e um programa "sem rasgo"

Debater um programa de Governo pode levar até dez horas de debate (já foram cumpridas pelo menos quatro) e esta quarta-feira  três deputados estrearam-se no Parlamento como representantes únicos das novas forças políticas que entraram para a Assembleia da República.

O primeiro a usar da palavra foi André Ventura, líder do CHEGA, que tocou em vários temas como a Saúde e a Segurança e a corrupção.  Aproveitou para questionar o primeiro-ministro sobre a legislação do enriquecimento ilícito, mas também não esqueceu um caso mediático que está na ordem do dia, o de José Sócrates. "Hoje é um dia especial. Um dia em que um ex-primeiro-ministro socialista está a ser ouvido sobre corrupção, o que traz este programa sobre corrupção? Absolutamente nada", atirou Ventura, assinalando ainda que o executivo está mais "preocupado em aumentar a idade das touradas e não com o aumento da idade de mudança de sexo". 

O primeiro-ministro não saudou Ventura pela sua estreia, mas respondeu com medidas do programa de Governo para a Saúde, os hospitais e segurança. 

Seguiram-se João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, e Joacine Katar Moreira, do Livre. O primeiro queixou-se de ver um programa de Governo "que é mais do mesmo, sem rasgo, nem ambição", ou mesmo "amorfo". Costa ficou "desiludido" com o deputado da Iniciativa Liberal, porque não encontrou qualquer contra-proposta na sua intervenção.

Ja Joacine Katar Moreira, que defende o aumento do salário mínimo nacional até aos 900 euros, falou da importância  dos imigrantes e das minorias e pediu medidas para as alterações climáticas. A sua intervenção revelou ainda que a Assembleia terá de avaliar uma tolerância de tempos (já solicitada) porque a deputada usou quase cinco minutos devido à sua gaguez, quando só dispunha de dois minutos e meio. O caso da parlamentar deverá ser apreciado na próxima conferência de líderes.

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