No limiar...

Turquia, um bom discípulo das grandes potências

Com esta estratégia política conseguiu-se agradar a todos os envolvidos neste jogo das grandes potências mundiais

O Presidente dos EUA, Donald Trump anunciou que a Turquia, através do seu Presidente Tayipp Erdogan vai terminar as operações de combate, e tornar permanente um cessar-fogo no norte da Síria, levando os Estados Unidos da América a suspender as recentes sanções impostas às importações turcas.

«As sanções serão levantadas, a menos que algo aconteça com o qual não estamos satisfeitos», disse Trump na quarta-feira num discurso especial, da Casa Branca, onde também se mostrou cético sobre o significado de ‘permanente’ nessa ‘parte do mundo’.

Não foi por mera coincidência que as tropas americanas saíram do Norte da Síria e que ficaram a apreciar o movimento das tropas turcas em sentido oposto, isto é, uns saem e outros entram.

Tem que haver uma razão lógica, não acontece algo porque a Turquia acha que tem de fazer.Porque não o fez antes? O timing escolhido é propositado e conivente com as grandes potências mundiais, China, Rússia e EUA.

Alguém tinha de fazer esta tarefa árdua - mas os EUA não podiam fazê-lo, a Rússia também não, o escolhido ou o ‘mau da fita’ devia ser a Turquia. A Europa recebeu a ameaça, mas que faz parte da forma de ser de Erdogan, de abrir as fronteiras, ameaçando com o envio dos 3,6 milhões de refugiados da Síria que estão neste momento em solo turco.

A Turquia fez o que tinha a fazer com a suposta autorização das grandes potências.

A relação de Vladimir Putin e Erdogan é neste momento extremamente sólida, logo o acordo destes fez com que fosse possível o consenso entre Erdogan e o Presidente Donald Trump.

Neste momento está tudo estável, mas como diz Trump - e bem - a terminologia permanente não é muito favorável nessa região do mundo.O Presidente da Turquia, Recep Tayipp Erdogan, conseguiu um balão de oxigénio importante para a sua economia, com o levantamento das sanções impostas pelos EUA.

A economia turca estava a ressentir-se destas sanções, e assim consegue livrar-se de um grande obstáculo, e olhar para o futuro de uma forma mais positiva.

Resumindo, o ‘trabalho sujo’ tinha que ser feito por alguém, e, também tinham que ser levantadas as sanções à Turquia.Com esta estratégia política conseguiu-se agradar a todos os envolvidos neste jogo das grandes potências mundiais.

Os únicos que vão sempre continuar a sofrer são os indefesos, a população síria, que não vê a luz da paz há vários anos.

Esperamos que em breve, o povo sírio consiga ser feliz, e que comece em breve a reconstrução de uma Síria completamente destruída.