Contra a Corrente

Em Defesa da Independência Nacional

Pessoalmente, não tenho dúvidas de que enquanto se mantiver um certo nível de afluxo de ‘fundos europeus’ que mantenha a nossa elite política, económica e cultural satisfeita, ‘agarrada à chupeta’, e o ‘povinho’ a gozar os mínimos do ‘Estado social’ que lhe permitam uma sobrevivência cinzenta e com ‘circo’ diário, a atual estratégia de ‘dissolução nacional’ (incluindo a venda massiva dos patrimónios aos estrangeiros) irá prosseguir.

Acabei de ler há poucos dias, pela segunda vez, o livro de João Ferreira do Amaral (JFAmaral) cujo título acima reproduzimos.

Quem tem acompanhado esta minha rubrica quinzenal já conhece o meu pensamento quanto à nossa atual posição no quadro da União Europeia, como país que entregou, pela mão de eleitos corruptos e traidores à pátria, a sua independência política a troco de um prato de lentilhas (os chamados ‘fundos’).

Tenho conhecimento de numerosas pessoas e também de grupos de reflexão diversos, da ‘direita’ à ‘esquerda’, ‘civis’ e ‘militares’, que, há vários anos, de forma mais ou menos trabalhada ou sistemática, partilham dos mesmos sentimentos e convicções sobre o atual rumo de dissolução nacional como ente autónomo e soberano.

Não basta, porém, que esses sentimentos e convicções de perda da dignidade nacional sejam expressos em desabafos ou em curtas declarações em artigos de jornal.

O livro de JFAmaral, pela sua profundidade, rigor histórico e conceptual resultantes dos méritos intelectuais e da qualificada informação do autor, vem preencher uma lacuna no movimento reflexivo que muitos portugueses vêm realizando sobre o presente e o futuro da pátria. A sua existência publicada é também essencial para todos aqueles que, dotados embora de suficientes capacidades de análise e honestidade intelectual, se têm mantido como cordeiros apáticos nesta marcha anestesiante de um ‘progresso cosmopolita’ baseado no ‘pós-modernismo’ discursivo e no consumo ‘versalhiano’ de ‘fundos europeus’.

A questão da independência nacional, tal como formulada por JFAmaral no livro que aqui divulgamos, deveria constituir o ponto de partida de todos os movimentos políticos autenticamente patrióticos e a base de convergência de todos os cidadãos para uma ação política suscetível de, com base nos valores éticos, voltar a unir os portugueses para a restauração da independência e o desenvolvimento nacional com base na digna inclusão de todos (realizando pátria!) e na firme e legítima defesa dos interesses nacionais à escala internacional.

Pessoalmente, não tenho dúvidas de que enquanto se mantiver um certo nível de afluxo de ‘fundos europeus’ que mantenha a nossa elite política, económica e cultural satisfeita, ‘agarrada à chupeta’, e o ‘povinho’ a gozar os mínimos do ‘Estado social’ que lhe permitam uma sobrevivência cinzenta e com ‘circo’ diário, a atual estratégia de ‘dissolução nacional’ (incluindo a venda massiva dos patrimónios aos estrangeiros) irá prosseguir. O ‘sistema’ é irreformável!

No entanto, surgirá, mais cedo ou mais tarde, o ‘momento da verdade’ (se não formos nós a tratarmos de nós próprios, ninguém o fará), possivelmente na sequência de uma crise estrutural da UE que se adivinha; nessa altura, essas elites deitarão para a rua a chave do poder  (que já não dá leite) e convirá que exista alguém preparado para, com inovação e criatividade, encontrar algumas soluções de sobrevivência coletiva.

Deixo aqui a sugestão pública de o autor do livro e o seu prefaciador, José Pacheco Pereira, promoverem a organização de um ‘encontro de patriotas’ para uma reflexão coletiva, plural e inclusiva, sobre o tema em causa, bem como as subsequentes ações de divulgação e mobilização. Eu inscrevo-me desde já como ‘mão-de-obra’.

Convido muito especialmente todos os meus camaradas das Forças Armadas e dos componentes institucionais da segurança a ler, refletir, discutir e divulgar este livro entre si, por forma a garantir que esses sistemas nacionais se constituam numa sólida base patriótica para, oportunamente, apoiarem a restauração nacional e o saneamento dos órgãos e estruturas apodrecidos ou degradados pela tutela e o servilismo ao estrangeiro.