Economia

Gulbenkian conclui venda da Partex por cerca de 622 milhões de dólares

Anúncio fecha o processo de alienação da Partex à empresa tailandesa PTT Exploration and Production.

Já é oficial: a Fundação Calouste Gulbenkian concluiu ontem a venda da petrolífera Partex à empresa tailandesa PTT Exploration and Production (PTTEP) - empresa que executa mais de 40 projetos petrolíferos em 15 países em todo o mundo - por um valor que ronda 622 milhões de dólares (cerca de 555 milhões de euros).

Em comunicado, a Gulbenkian explica que, após o contrato de venda, assinado em junho deste ano, e tendo obtido todas as autorizações necessárias, os documentos finais para a venda foram assinados esta segunda-feira, “permitindo que essa prestigiada empresa tailandesa de exploração e produção de petróleo assuma o controlo da Partex, avaliando devidamente a sua história única, portefólio de alta qualidade e o sólido desempenho de sua administração e membros da equipa”.

Na mesma nota estão explícitas as felicitações por parte do conselho de administração da fundação à Partex pela conclusão do projeto. “Este é um momento de particular relevância, dada a alienação da Partex, um ativo que representou aproximadamente 18% do seu investimento total e que permite à fundação adotar uma visão sustentável do futuro compartilhada com outras grandes fundações internacionais”, lê-se no comunicado. 

Recorde-se que os trabalhadores da Partex chegaram a apresentar em tribunal um pedido de impugnação do despacho ministerial que dispensava de autorização governamental a alienação da empresa pela Fundação Calouste Gulbenkian que, a ser julgado procedente, levará à nulidade do negócio. 

Recorde-se ainda que, de acordo com o comunicado que foi anunciado no momento da venda, a empresa tailandesa tinha-se comprometido a “manter a gestão e restantes colaboradores da empresa, bem como o escritório em Lisboa, segundo os termos acordados para a transação”, assim como a manter a marca Partex. No entanto, segundo Garcia Pereira, em junho, os trabalhadores receberam uma carta da Fundação Calouste Gulbenkian informando-os da “garantia contratual de apenas 24 meses durante os quais serão mantidos os contratos de trabalho, a marca Partex e o escritório em Lisboa, numa postura completamente distinta da que, oito meses antes, a administração da FCG adotara, sublinhando a sua própria ‘responsabilidade social’ e declarando considerar os trabalhadores da Partex como membros da ‘Família Fundação’”, disse.