Economia

Lucros da Caixa Geral de Depósitos aumentam 641 milhões de euros

Quando questionado sobre a possibilidade do banco distribuir 250 milhões de euros em dividendos ao Estado no final do ano, Paulo Macedo disse apenas que é um cenário "plausível.

 

Os lucros da Caixa Geral de Depósitos subiram 73,5% para 640,9 milhões nos primeiros nove meses do ano. O banco liderado por Paulo Macedo explicou que, entre janeiro e setembro, do resultado líquido consolidado apresentado, 481,4 milhões de euros são referentes a resultado da atividade corrente e os restantes 159 milhões de euros do impacto relativo à venda de operações no estrangeiro (Espanha e África do Sul), por reversão parcial de imparidades.

A atividade doméstica beneficiou de uma redução dos custos de estrutura (-39,5 milhões de euros) e pelo agregado de outros resultados de exploração (+89,3 milhões de euros). Também foi alavancada pelo aumento dos resultados de serviços e comissões (+4,2 milhões de euros).

As novas operações de crédito à habitação registaram um aumento de 35%, mais 385 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado.

Quando questionado sobre a possibilidade do banco distribuir 250 milhões de euros em dividendos ao Estado no final do ano, Paulo Macedo disse apenas que é um cenário "plausível", lembrando que a Caixa "aprovou uma política de dividendos", em que a Caixa "deverá pagar ao acionista desde que cumpridos 10 requisitos", sendo que "este ano há uma diferença relativamente aos 10 do ano passado".

"No ano passado tinha que haver uma autorização prévia do BCE [Banco Central Europeu], e agora uma não oposição do BCE", algo que para o líder do banco público reflete a melhoria no cumprimento do plano de reestruturação acordado com as instituições europeias, nomeadamente a Direção-Geral de Concorrência (DGComp) da Comissão Europeia.

 O banco público contava no final de setembro com 7.421 trabalhadores, menos 391 face a igual período do ano passado (altura em que totalizava os 7.812). Já o número de agências reduziu-se em 12, passando a ter 510 balcões. De acordo com a instituição financeira liderada por Paulo Macedo, estes números «evoluem em linha com o plano estratégico».