TDT. Altice reitera rejeição de calendário de migração apresentado pela Anacom

Segundo a operadora, o calendário possível de cumprir, e num cenário em que não se verifiquem mais atrasos, tem início em 10 de fevereiro de 2020 e fim em 24 de julho de 2020. 

A Altice Portugal apresentou ao regulador o planeamento detalhado de migração da rede com a data de alteração de cada estação emissora, voltando a afirmar que o calendário apresentado pela Anacom “é irreal e impossível de cumprir”. De acordo com a empresa liderada por Alexandre Fonseca, a decisão do regulador “não atendeu sequer aos prazos de entrega dos equipamentos necessários, nomeadamente desconsiderando a necessidade de realização de uma série de atividades de implementação técnica previstas para execução em período anterior ao rollout, incluindo as relativas ao piloto, à instalação de novos emissores e à instalação de sistemas radiantes”.

Segundo a operadora, o calendário possível de cumprir, e num cenário em que não se verifiquem mais atrasos, tem início em 10 de fevereiro de 2020 e fim em 24 de julho de 2020. Este calendário considera o prazo de quatro meses para a entrega dos equipamentos necessários para a migração da rede TDT e o período de rollout de cinco meses e meio, apurou o i.

Já relativamente à calendarização do piloto, no dia 27 de novembro, e à instalação de novos emissores, a Altice Portugal acredita ser possível realizá-las, graças a todo o esforço desenvolvido pelas suas equipas de engenharia e operações.  

A Altice Portugal garante, no entanto, "que o seu planeamento não coloca em causa nem o processo de libertação da faixa dos 700 MHz, nem os procedimentos de atribuição dos DUF para prestação de serviços de comunicações eletrónicas terrestres nesta faixa, cuja conclusão a ANACOM prevê realizar-se entre junho e agosto de 2020, ou seja, o que se retira é que mesmo com o prazo realista e exequível proposto pela Altice Portugal, os prazos apresentados pelo regulador, de libertação de faixa e libertação dos DUF, serão cumpridos".

A Altice Portugal diz ainda que "não pode deixar de voltar a realçar a sua preocupação no que concerne ao apoio ao utilizador TDT e rejeita qualquer responsabilização por problemas que ocorram no atendimento que presta através da sua linha de apoio à TDT, causados por lacunas e insuficiências no plano desenhado e de suporte ao utilizador no âmbito do processo de migração da rede TDT. A Altice Portugal reitera assim que veiculará através de todos os meios ao seu alcance que em nada tem que ver com este procedimento e não admitirá danos de imagem por planos ou projetos mal desenhados e incapazes de fazer face às exigências que este processo obriga".